Para garantir maior segurança, fogão vai perder a tradicional tampa
O tradicional paninho sobre o fogão, um clássico nas cozinhas brasileiras, está com seus dias contados. O Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) está reformulando a regulamentação dos fogões para aumentar o nível de segurança do produto, e uma das primeiras medidas é a eliminação da tampa. A mudança será feita por meio de portaria que deve ser publicada em três meses. Os fabricantes terão 12 meses para se adaptarem.
— A tampa só torna o fogão mais caro e aumenta o risco de acidentes para o consumidor. Por isso, vamos publicar uma portaria determinando sua eliminação. Na maior parte do mundo, os fogões já não têm tampa— explica Marcos André Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro.
Essa é apenas a primeira das mudanças previstas para a nova regulamentação do produto, que é o maior responsável pelos acidentes registrados no banco de dados do Inmetro (Sinmac), com 15% do total dos relatos. A última revisão nas regras de certificação dos fogões havia sido feita em 2012. No entanto, algumas modificações, como a determinação de redução na temperatura das laterais, para diminuir o risco de queimaduras, só foram implementadas no ano passado.
— Algumas mudanças precisam de mais tempo de adaptação da indústria, pois exigem revisão de projeto, mudanças na fabricação e de toda a cadeia produtiva. Um período de cinco anos pode parecer muito tempo, mas, se aceleramos demasiadamente o processo, podemos encarecer o produto, de tal forma a levar brasileiros dos cantões do país de volta ao fogão a lenha — explica Borges.
Padrão Mercosul
Desta vez, a alteração no padrão do eletrodoméstico será feita em consonância com o Mercosul. E uma das medidas que serão adotadas prevê a redução da eficiência energética em prol da maior segurança do produto. Na prática, isso significa dizer que o consumidor vai gastar um pouco mais de gás para garantir que as grades de mesa do fogão sejam mais seguras.
É que para garantir o selo A, do PBE — um dos critérios de escolha para os consumidores —, explica o coordenador do programa, os fabricantes foram desenvolvendo grades que interferissem o mínimo possível com a chama, garantindo um menor consumo de gás. O resultado, no entanto, diz Borges, é insatisfatório em relação à segurança.
— A instabilidade das grades responde por 27% dos relatos de acidentes com fogões. Por isso, optamos por abrir mão do selo para que as empresas possam desenvolver grades de espessuras e materiais diferentes que deem maior estabilidade às panelas — esclarece Borges, lembrando que as panelas também são certificadas pelo Inmetro.
CONFIRA AS MUDANÇAS
Novas regras aperfeiçoam fabricação;
Cada queimador terá uma válvula para cortar o gás, caso a chama se apague;
As panelas também já são certificadas pelo Inmetro;
A tampa de vidro do fogão será eliminada, reduzindo riscos de acidente;
As grades devem ganhar novo formato e podem vir a ser produzidas em material diferente do atual, tudo para dar mais estabilidade às panelas. Essa mudança vai significar maior consumo de gás, mas vai garantir mais segurança;
No forno, as grades deverão sair mais da caixa do fogão para evitar queimaduras;
Os fogões terão que vir com dispositivos para fixação para evitar tombamento e deslizamento, motivos de vários acidentes.
Segundo o coordenador do PBE, o impacto na conta de gás não será significativo. O nível de exigência de consumo do produto, diz ele, ficará entre o que é previsto hoje nas classificações B e C do programa de eficiência energética.
Ainda na mesa do fogão, outra novidade que será adotada simultaneamente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é a exigência de válvulas em cada um dos queimadores para garantir o corte do gás caso a chama se apague. O sistema é o mesmo já presente nos fornos, que, pela nova regra, terão grades que saiam mais da caixa do fogão para evitar queimaduras.
— A tampa só torna o fogão mais caro e aumenta o risco de acidentes para o consumidor. Por isso, vamos publicar uma portaria determinando sua eliminação. Na maior parte do mundo, os fogões já não têm tampa— explica Marcos André Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro.
Essa é apenas a primeira das mudanças previstas para a nova regulamentação do produto, que é o maior responsável pelos acidentes registrados no banco de dados do Inmetro (Sinmac), com 15% do total dos relatos. A última revisão nas regras de certificação dos fogões havia sido feita em 2012. No entanto, algumas modificações, como a determinação de redução na temperatura das laterais, para diminuir o risco de queimaduras, só foram implementadas no ano passado.
— Algumas mudanças precisam de mais tempo de adaptação da indústria, pois exigem revisão de projeto, mudanças na fabricação e de toda a cadeia produtiva. Um período de cinco anos pode parecer muito tempo, mas, se aceleramos demasiadamente o processo, podemos encarecer o produto, de tal forma a levar brasileiros dos cantões do país de volta ao fogão a lenha — explica Borges.
Padrão Mercosul
Desta vez, a alteração no padrão do eletrodoméstico será feita em consonância com o Mercosul. E uma das medidas que serão adotadas prevê a redução da eficiência energética em prol da maior segurança do produto. Na prática, isso significa dizer que o consumidor vai gastar um pouco mais de gás para garantir que as grades de mesa do fogão sejam mais seguras.
É que para garantir o selo A, do PBE — um dos critérios de escolha para os consumidores —, explica o coordenador do programa, os fabricantes foram desenvolvendo grades que interferissem o mínimo possível com a chama, garantindo um menor consumo de gás. O resultado, no entanto, diz Borges, é insatisfatório em relação à segurança.
— A instabilidade das grades responde por 27% dos relatos de acidentes com fogões. Por isso, optamos por abrir mão do selo para que as empresas possam desenvolver grades de espessuras e materiais diferentes que deem maior estabilidade às panelas — esclarece Borges, lembrando que as panelas também são certificadas pelo Inmetro.
CONFIRA AS MUDANÇAS
Novas regras aperfeiçoam fabricação;
Cada queimador terá uma válvula para cortar o gás, caso a chama se apague;
As panelas também já são certificadas pelo Inmetro;
A tampa de vidro do fogão será eliminada, reduzindo riscos de acidente;
As grades devem ganhar novo formato e podem vir a ser produzidas em material diferente do atual, tudo para dar mais estabilidade às panelas. Essa mudança vai significar maior consumo de gás, mas vai garantir mais segurança;
No forno, as grades deverão sair mais da caixa do fogão para evitar queimaduras;
Os fogões terão que vir com dispositivos para fixação para evitar tombamento e deslizamento, motivos de vários acidentes.
Segundo o coordenador do PBE, o impacto na conta de gás não será significativo. O nível de exigência de consumo do produto, diz ele, ficará entre o que é previsto hoje nas classificações B e C do programa de eficiência energética.
Ainda na mesa do fogão, outra novidade que será adotada simultaneamente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é a exigência de válvulas em cada um dos queimadores para garantir o corte do gás caso a chama se apague. O sistema é o mesmo já presente nos fornos, que, pela nova regra, terão grades que saiam mais da caixa do fogão para evitar queimaduras.
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