Estado deve regularizar oferta de medicamentos para tratamento de pessoas com HIV/AIDS em 15 dias
Em resposta ao pedido feito pelos defensores públicos do Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos, Daniel Alcoforado e Karina Basto, em ação civil pública ingressada no início deste mês, o Judiciário determinou, na tarde de ontem, 26, que o Estado de Alagoas garanta, em até 15 dias, a regularidade na distribuição dos medicamentos constantes na Resolução Estadual nº 32, de 16 de abril de 2018, voltados à prevenção e tratamento das infecções oportunistas que acometem pessoas diagnosticadas com HIV/AIDS. A decisão prevê aplicação de multa diária e bloqueio das contas estaduais, caso haja descumprimento da liminar.
Na ação, os defensores públicos informaram que o desabastecimento dos medicamentos prejudica o tratamento de mais 7.580 pacientes com HIV/AIDS em Alagoas. De acordo, ainda, com os defensores, a situação seria gerada por um descompasso entre o aumento no número de pacientes, ocorrido nos últimos anos, e a velocidade na atualização estrutural e na oferta de medicamentos fornecidos pelo Estado.
Em sua decisão, a magistrada da 16ª Vara Cível da Capital, Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso, relembrou que o direito à saúde deve ser garantido de forma célere e regular. “O atraso no abastecimento das unidades dispensadoras, abastecimento insuficiente ou até mesmo ausência desse fornecimento gera consequências extremamente negativas aos pacientes portadores de HIV, o que pode, inclusive, gerar morte, ferindo, portanto, o direito à vida”, afirma.
A Resolução Estadual nº 32, de 16 de abril de 2018, estabelece que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) é responsável por adquirir os medicamentos necessários para o tratamento ambulatorial e profilaxia de infecções oportunistas relacionadas ao HIV/Aids, devendo sua distribuição ser feita pelas unidades dispensadoras. Em Maceió, a assistência ao pacientes é realizada pelos Serviços de Assistência Especializada – SAEs, instalados no Hospital Helvio Auto, Hospital Universitário e PAM Salgadinho.
ACPs
A Defensoria Pública vem acompanhando os problemas no acesso às políticas públicas voltadas ao diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS em Alagoas há cerca de um ano. Em outubro do ano passado, o Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos do órgão promoveu reunião com representantes da saúde estadual, solicitando providências para sanar os problemas relatados pelos pacientes, como a falta de medicamentos e dificuldade para realização de exames, no entanto, transcorridos mais de três meses, nenhuma ação foi efetivada pelo Estado com a finalidade de solucionar o problema.
Diante da impossibilidade de resolução extrajudicial da situação e com a finalidade garantir o efetivo direito à saúde aos pacientes, o órgão ingressou com duas ações civis públicas neste mês, uma pedindo o restabelecimento da oferta dos medicamentos para tratamento de infecções oportunistas, deferida ontem, e outra objetivando a regularização da distribuição de insumos e realização de exames laboratoriais específicos a prevenção e tratamento de coinfecções e infecções oportunistas aos pacientes usuários da rede pública de saúde e portadores de HIV/AIDS, que ainda aguarda resposta do judiciário.
Na ação, os defensores públicos informaram que o desabastecimento dos medicamentos prejudica o tratamento de mais 7.580 pacientes com HIV/AIDS em Alagoas. De acordo, ainda, com os defensores, a situação seria gerada por um descompasso entre o aumento no número de pacientes, ocorrido nos últimos anos, e a velocidade na atualização estrutural e na oferta de medicamentos fornecidos pelo Estado.
Em sua decisão, a magistrada da 16ª Vara Cível da Capital, Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso, relembrou que o direito à saúde deve ser garantido de forma célere e regular. “O atraso no abastecimento das unidades dispensadoras, abastecimento insuficiente ou até mesmo ausência desse fornecimento gera consequências extremamente negativas aos pacientes portadores de HIV, o que pode, inclusive, gerar morte, ferindo, portanto, o direito à vida”, afirma.
A Resolução Estadual nº 32, de 16 de abril de 2018, estabelece que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) é responsável por adquirir os medicamentos necessários para o tratamento ambulatorial e profilaxia de infecções oportunistas relacionadas ao HIV/Aids, devendo sua distribuição ser feita pelas unidades dispensadoras. Em Maceió, a assistência ao pacientes é realizada pelos Serviços de Assistência Especializada – SAEs, instalados no Hospital Helvio Auto, Hospital Universitário e PAM Salgadinho.
ACPs
A Defensoria Pública vem acompanhando os problemas no acesso às políticas públicas voltadas ao diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS em Alagoas há cerca de um ano. Em outubro do ano passado, o Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos do órgão promoveu reunião com representantes da saúde estadual, solicitando providências para sanar os problemas relatados pelos pacientes, como a falta de medicamentos e dificuldade para realização de exames, no entanto, transcorridos mais de três meses, nenhuma ação foi efetivada pelo Estado com a finalidade de solucionar o problema.
Diante da impossibilidade de resolução extrajudicial da situação e com a finalidade garantir o efetivo direito à saúde aos pacientes, o órgão ingressou com duas ações civis públicas neste mês, uma pedindo o restabelecimento da oferta dos medicamentos para tratamento de infecções oportunistas, deferida ontem, e outra objetivando a regularização da distribuição de insumos e realização de exames laboratoriais específicos a prevenção e tratamento de coinfecções e infecções oportunistas aos pacientes usuários da rede pública de saúde e portadores de HIV/AIDS, que ainda aguarda resposta do judiciário.
Últimas Notícias
Brasil / Mundo
Acidente envolvendo ao menos 14 veículos deixa um morto e sete feridos na BR-262, em MG
Brasil / Mundo
PM participa de operação contra o comércio irregular de fogos de artifício em Penedo
Política em Pauta
Ao lado de Vanessa e Neno, Renan Filho destaca obras que transformaram a Zona da Mata
Educação / Cultura
Alagoas reduz analfabetismo em quase 30% e bate recorde histórico com foco na infância e expansão da EJA
Polícia
Homem morto com dez tiros na cabeça é identificado, em Marechal Deodoro
Vídeos mais vistos
TV JÁ É
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
TV JÁ É
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
TV JÁ É
Grupo Coringa monta tradicional barraca no Partage Arapiraca
TV JÁ É
Arapiraca ganha centro de excelência em exames laboratoriais com a inauguração do Altolab
TV JÁ É

