Jovem morta por facção não era envolvida com crimes, afirma a mãe

Por Redação com TNH1 15/02/2019 16h04 - Atualizado em 15/02/2019 19h07
Por Redação com TNH1 15/02/2019 16h04 Atualizado em 15/02/2019 19h07
Jovem morta por facção não era envolvida com crimes, afirma a mãe
Foto: Redes Sociais
A família da jovem Joyce da Silva Alves, 22 anos, clama por justiça e afirma que a garota não tinha envolvimento com nenhum crime. Joyce foi encontrada morta na última terça-feira (12), em uma área de mata no bairro Cidade Universitária, após dois dias desaparecida. Ela sumiu ao sair de uma festa, levada por integrantes de uma facção criminosa de Maceió.

Segundo a mãe de Joyce, ela foi para essa festa, que estavam os assassinos, com uma amiga que conheceu poucos dias antes, na igreja que frequentava. A amiga, de acordo com a família, é Maria Mariá Araújo Epifânio, 20 anos, presa suspeita de ser uma das responsáveis pelo crime.

“A Mariá tinha começado a frequentar a nossa casa dias antes, e ela quem levou a Joyce nessa festa. Nós estávamos trabalhando, mas soubemos que Joyce saiu arrumada umas 17h do sábado e até a meia noite ainda não tinha voltado. Quando começamos a nos preocupar e ligar para todos os contatos que tínhamos de amigas, nada de notícias”, relatou o padrasto da vítima, José Sterffem Rocha Cavalcante.

A família disse que Maria Mariá retornou à casa da vítima e disse desconhecer o paradeiro da amiga. “Ela estava com as roupas da Joyce e voltou na nossa casa no sábado para trocá-las. Estranhamos porque tinham saído juntas e ela disse não saber de nada. Foi quando a coloquei dentro do carro e procurei a Central de Polícia para registrar um Boletim de Ocorrência. Ela estava muito nervosa, tinha algo de estranho”, acrescentou José Sterffem.

Segundo investigações da polícia, Joyce ainda foi torturada, estuprada e teve o cabelo cortado com um estilete. O rosto da jovem também foi desfigurado devido a várias pancadas que sofreu. Seis pessoas foram presas, uma delas não teria participação no crime, mas teria comprado o celular da vítima. Dois menores também foram apreendidos por envolvimento no crime. A polícia afirma que a jovem foi assassinada por fazer o símbolo de uma facção rival para criminosos que estavam na festa.

Em entrevista, Edjane Gonçalves, mãe de Joyce, afirma que ela não tinha envolvimento com crimes . “A minha filha não era envolvida com nada disso. Ao contrário, tinha uma inocência pura e para ela todo mundo era amigo, não via maldade em ninguém”, desabafa. “Ela, inclusive, tinha problemas psiquiátricos. Depois da gravidez, teve depressão e fazia uso de medicamentos controlados. Minha filha nunca participou ou tinha conhecimento de nada sobre facção”, reforçou Edjane.

Joyce deixou uma menina de 7 anos, que era criada por ela, a mãe e o padrastro. “Eu agora só clamo por justiça para que esse crime não fique impune. Os responsáveis por essa monstruosidade precisam pagar. Essa tragédia também é uma alerta para que os jovens não confiem nos outros de forma gratuita e deem mais atenção e satisfação aos pais”, pede a mãe da vítima.