Polícia Civil revela que jovem sofreu estupro coletivo e foi morta a pauladas em Maceió

Por Redação com Gazetaweb.com 12/02/2019 16h04 - Atualizado em 12/02/2019 19h07
Por Redação com Gazetaweb.com 12/02/2019 16h04 Atualizado em 12/02/2019 19h07
Polícia Civil revela que jovem sofreu estupro coletivo e foi morta a pauladas em Maceió
Informações sobre o caso foram repassadas à imprensa nesta terça-feira - Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas
Com apenas 22 anos de idade, Joyce da Silva Alves é a segunda mulher brutalmente assassinada em Alagoas em menos de 15 dias, vítima da guerra entre facções. Após fazer o símbolo de uma facção rival em uma festa que participava, Joyce foi morta por dois homens e uma mulher.

Os suspeitos caminharam com Joyce durante duas horas em área de mata fechada no Village Campestre, em Maceió, onde a estupraram, torturaram, cortaram seus cabelos com uma faca e então a assassinaram a pauladas.

De acordo com a Polícia Civil, Joyce era usuária de drogas, mas, não pertencia, de fato, a uma facção criminosa, como suspeitavam os responsáveis pela morte da jovem. Logo após cometerem o crime, os suspeitos fincaram uma estaca em seu rosto e abandonaram o corpo, sendo localizado apenas após diligências policiais.

Além dos três suspeitos que foram presos pela participação direta na morte, outros quatro - sendo dois deles adolescentes e duas mulheres-, foram presos por participação no crime. Segundo a investigação, estes quatro teriam participação na tortura e no estupro. Um oitavo suspeito responderá apenas por receptar um celular da vítima.

O inquérito policial que investiga a morte aponta que Joyce passou toda a manhã e o começo da tarde de domingo, 10, sendo torturada e violentada pelo grupo. Ao apresentar o caso na tarde desta terça-feira, 12, em coletiva à imprensa, o secretário de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, afirmou que as facções são grande ameaça a soberania do país, apontando para a necessidade de ações.

"Diante da situação em que estamos vivendo, ou o país toma uma posição ou vai dominar o país todo", pontuou o secretário. Segundo ele, "as ações das facções estão tomando proporções que precisa ser entendidas pelas autoridades da Segurança Pública e, assim, tomar decisões no combate às facções criminosas".