Mãe e filho suspeitos de tramar assassinato de empresário são soltos em Maceió

Por Redação com Gazetaweb.com 07/02/2019 13h01 - Atualizado em 07/02/2019 16h04
Por Redação com Gazetaweb.com 07/02/2019 13h01 Atualizado em 07/02/2019 16h04
Mãe e filho suspeitos de tramar assassinato de empresário são soltos em Maceió
Mãe e filho são apontados como mandantes de tentativa de assassinato - Foto: Reprodução
Foram soltos, na manhã desta quinta-feira (7), Suely Morais Amaral e Igor Amaral Casado, suspeitos de terem planejado a morte do empresário Jaetts Ferreira Silva. Ela estava detida desde o dia 29 de janeiro e teve a prisão temporária prorrogada no final da semana passada. A Polícia Civil, porém, decidiu não pedir a prisão preventiva.

"Nessa etapa da investigação será feita análise de documentos e, por ser investigação de crimes financeiros, será mais demorada. Para não incorrer em excesso de prazo na prisão, vamos preferir que a investigação corra com os réus soltos, pois aí não há prazo fixado para a conclusão", explica o delegado Thiago Prado.

Suely já havia conseguido o direito de prisão domiciliar, de acordo com uma decisão judicial de quarta-feira (6). "A prisão temporária foi convertida em domiciliar no caso da Suely, porque ela tem um filho especial e cuida dele", explicou ontem o advogado dela, Raimundo Palmeira.

Como a prisão preventiva, de cinco dias, não foi prorrogada e a prisão preventiva não foi requisitada pela PC, tanto ela quanto o filho foram soltos. Ela e Igor estavam recolhidos nos presídios Santa Luzia e Baldomero Cavalcanti, respectivamente, e são apontados em inquéritos policiais pela prática de crimes financeiros.

Além disso, a dupla teria pago R$ 30 mil a um "funcionário" da família para que ele executasse Jaetts, marido de Suely. Avisado do plano pelo homem contratado, o empresário fugiu de Alagoas, mas contou a situação a um sobrinho, que procurou a polícia e relatou a trama.

A defesa de mãe e filho alega que não há elementos que confirmem o envolvimento de Suely e Igor numa organização criminosa. Raimundo Palmeira nega também que o patrimônio tenha origem ilícita.