Mesmo com fiança, suspeito de encomendar morte de padrasto não pode ser solto

Por Redação com Gazetaweb.com 31/01/2019 13h01 - Atualizado em 31/01/2019 16h04
Por Redação com Gazetaweb.com 31/01/2019 13h01 Atualizado em 31/01/2019 16h04
Mesmo com fiança, suspeito de encomendar morte de padrasto não pode ser solto
Igor e a mãe, Suely Morais Amaral, foram presos suspeitos do crime - Foto: Reprodução/Gazetaweb
Mesmo com a fiança arbitrada pelo Poder Judiciário, Igor Amaral Casado, suspeito de planejar o homicídio do empresário Jaetts Ferreira Júnior, continua preso. Isso porque a fiança diz respeito apenas à posse ilegal de uma arma de fogo encontrada na casa dele, que foi detido por ter encomendado a morte do padastro.

Além dele, a "Operação Viúva Negra" prendeu ainda, na última terça-feira (29), a mãe de Igor, Suely Morais Amaral, casada com Jaetts. Ambos os pedidos de prisão temporária - por cinco dias, podendo ser prorrogadas - foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), a fiança de R$ 20 mil estabelecida pelo próprio delegado do caso diz respeito à arma calibre 22 encontrada na casa do suspeito enquanto era cumprido o mandado de busca e apreensão. Ele foi detido em flagrante.

Na audiência de custódia realizada na quarta (3), o juiz Rodolfo Osório manteve a fiança conforme estabelecida pelo delegado. Ainda não se sabe se Igor Amaral já pagou o valor. Mesmo que ele pague, entretanto, não será liberado, devido à prisão temporária determinada pela 17ª Vara Criminal.

Operação Viúva Negra

Suely Morais Amaral e Igor Amaral Casado foram detidos por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) devido à suspeita de terem planejado a morte de Jaetts Ferreira Júnior. O empresário estava desaparecido, mas reapareceu e conta que já sabia do crime.

Ele ressalta que foi avisado da situação pelo próprio pistoleiro contratado pela mulher. "Ele disse que precisava conversar comigo naquele momento, que tinha que ser pessoalmente. Marcamos em um local público, tive esse cuidado. Cheguei primeiro e depois ele chegou. Ele sentou na minha frente e disse 'eu sou o fulano de tal e ela me contratou para te matar'".

De acordo com o homem contratado, Suely chegou a pedir veneno para colocar no suco do empresário. O pistoleiro ficaria responsável por desaparecer com o corpo e, após revelar a trama para Jaetts, afirmou para ela que teria feito o serviço. "Ele disse que deu dois tiros na minha cabeça e jogou o corpo em Marechal Deodoro".

Ao confirmar a morte, a mulher teria mandado o filho, Igor Amaral, sacar o dinheiro do empresário. Após tudo ser esclarecido e o inquérito ser concluído pela Polícia Civil, a vítima ressaltou que pretende deixar o Estado.