Caso Jaetts: empresário conta detalhes da trama e diz que vai sair do estado
Em entrevista a uma emissora local, na noite desta quarta-feira (30), o empresário Jaetts Ferreira Júnior relatou como descobriu o plano da esposa Suely Morais Amaral e do enteado Igor Amaral Casado para matá-lo.
O empresário conta, sendo sistemático, que começou a perceber algo estranho na rotina. "Todo dia saía do trabalho e ia para um restaurante. Todos já me conheciam, me sentia tranquilo ali. E, nessa rotina, comecei a achar alguma coisa estranha, como se alguém estivesse me seguindo, me observando".
Jaetts conta ainda que o primeiro encontro entre a esposa Suely e o pistoleiro, de prenome João, conhecido dos suspeitos pela prática de agiotagem, para tramar o crime, foi no prédio onde o casal morava. "Está tudo gravado. Ela foi encontrar com o cidadão e foi dizendo 'como é a cobrança do Jaetts?' Achei estranho porque não devia nada a ninguém".
Ainda de acordo com o empresário, o pistoleiro respondeu que era uma situação complicada, que seria preciso pessoas de fora para fazer para não deixar rastros. Após ouvir a gravação, Jaetts diz que ficou preocupado, mas acabou sendo procurado pelo homem contratado para matá-lo.
"Um belo dia, o cidadão me liga. Ele disse que precisava conversar comigo naquele momento, que tinha que ser pessoalmente. Marcamos em um local público, tive esse cuidado. Cheguei primeiro e depois ele chegou. Ele sentou na minha frente e disse 'eu sou o fulano de tal e ela me contratou para te matar'".
O pistoleiro teria dito ainda que Suely pensou que ele "ia evoluir de cobrador para assassinado. Eu tentei enganar o máximo que pude, mas agora não".
O homem contratado para matá-lo detalhou todo o plano. Contou, inclusive, que Suely chegou a pedir um veneno para colocar no suco do empresário, e o pistoleiro ficaria responsável por desaparecer com o corpo.
"Passei 15 dias sem dormir. Se ela ia fazer um suco, eu ia para a cozinha. Tinha sempre um jantar com empresários, o cuidado para não comer. Um dia liguei para o cidadão e disse que ia sumir", conta Jaetts.
Uma escuta foi colocada no homem contratado para que ele entrasse em contato com Suely para informar que o crime tinha sido cometido. "Ela perguntou como foi. O cidadão disse que resisti um pouco, mas o pessoal me algemou. Disse que acreditei que era assalto. Ele disse que deu dois tiros na minha cabeça e jogou o corpo em Marechal Deodoro", relata o empresário. Ainda segundo o relato, Suely chegou a levantar a possibilidade de ele ter sobrevido, mas o homem teria afirmado que não seria possível.
Para Suely, era importante que o corpo fosse encontrado. "Ela disse ao cidadão que se o corpo não fosse encontrado, teria que esperar cinco anos para conseguir pegar o dinheiro. Então, precisava ser em um local fácil". Ao confirmar a morte, a mulher teria mandado o filho, Igor Amaral, sacar o dinheiro do empresário.
Após tudo ser esclarecido e o inquérito ter sido concluído pela Polícia Civil, Jaetts afirmou que deixará o Estado.
O empresário conta, sendo sistemático, que começou a perceber algo estranho na rotina. "Todo dia saía do trabalho e ia para um restaurante. Todos já me conheciam, me sentia tranquilo ali. E, nessa rotina, comecei a achar alguma coisa estranha, como se alguém estivesse me seguindo, me observando".
Jaetts conta ainda que o primeiro encontro entre a esposa Suely e o pistoleiro, de prenome João, conhecido dos suspeitos pela prática de agiotagem, para tramar o crime, foi no prédio onde o casal morava. "Está tudo gravado. Ela foi encontrar com o cidadão e foi dizendo 'como é a cobrança do Jaetts?' Achei estranho porque não devia nada a ninguém".
Ainda de acordo com o empresário, o pistoleiro respondeu que era uma situação complicada, que seria preciso pessoas de fora para fazer para não deixar rastros. Após ouvir a gravação, Jaetts diz que ficou preocupado, mas acabou sendo procurado pelo homem contratado para matá-lo.
"Um belo dia, o cidadão me liga. Ele disse que precisava conversar comigo naquele momento, que tinha que ser pessoalmente. Marcamos em um local público, tive esse cuidado. Cheguei primeiro e depois ele chegou. Ele sentou na minha frente e disse 'eu sou o fulano de tal e ela me contratou para te matar'".
O pistoleiro teria dito ainda que Suely pensou que ele "ia evoluir de cobrador para assassinado. Eu tentei enganar o máximo que pude, mas agora não".
O homem contratado para matá-lo detalhou todo o plano. Contou, inclusive, que Suely chegou a pedir um veneno para colocar no suco do empresário, e o pistoleiro ficaria responsável por desaparecer com o corpo.
"Passei 15 dias sem dormir. Se ela ia fazer um suco, eu ia para a cozinha. Tinha sempre um jantar com empresários, o cuidado para não comer. Um dia liguei para o cidadão e disse que ia sumir", conta Jaetts.
Uma escuta foi colocada no homem contratado para que ele entrasse em contato com Suely para informar que o crime tinha sido cometido. "Ela perguntou como foi. O cidadão disse que resisti um pouco, mas o pessoal me algemou. Disse que acreditei que era assalto. Ele disse que deu dois tiros na minha cabeça e jogou o corpo em Marechal Deodoro", relata o empresário. Ainda segundo o relato, Suely chegou a levantar a possibilidade de ele ter sobrevido, mas o homem teria afirmado que não seria possível.
Para Suely, era importante que o corpo fosse encontrado. "Ela disse ao cidadão que se o corpo não fosse encontrado, teria que esperar cinco anos para conseguir pegar o dinheiro. Então, precisava ser em um local fácil". Ao confirmar a morte, a mulher teria mandado o filho, Igor Amaral, sacar o dinheiro do empresário.
Após tudo ser esclarecido e o inquérito ter sido concluído pela Polícia Civil, Jaetts afirmou que deixará o Estado.
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