Menina de três anos abusada sexualmente por padrasto recebe alta no HGE, em Maceió

Por Redação com Alagoas24Horas 11/12/2018 22h10 - Atualizado em 12/12/2018 01h01
Por Redação com Alagoas24Horas 11/12/2018 22h10 Atualizado em 12/12/2018 01h01
Menina de três anos abusada sexualmente por padrasto recebe alta no HGE, em Maceió
Menina de três anos que foi estuprada pelo padrasto recebe alta médica - Foto: Cortesia ao Alagoas24Horas
Após passar dois meses internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, a menina de apenas três anos que foi abusada sexualmente pelo padrasto, recebeu alta médica na semana passada.

Devido à gravidade das lesões, a criança continua sem andar e sem falar, mas já consegue se alimentar sem o uso de sondas. A menina voltou ao convívio familiar e está sob a responsabilidade da avó paterna.

“A brutalidade foi terrível, a criança de três anos ficou com sequelas, inclusive graves. A violência foi muito grande, isto choca todos nós. A avó paterna, com muita paciência e boa vontade, ficou com a criança. Provavelmente, vai ficar com ela definitivamente, com a assistência do pai da criança. O pai não quis ficar porque disse não tinha condições de imediato, mas vai ajudar a cuidar da menina”, informou o promotor de justiça Ubirajara Ramos à TV Ponta Verde.

A partir de agora, a criança será acompanhada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Fizemos um pedido para que a criança recebesse acompanhamento do Creas, órgão do município responsável por dar assistência a vítimas de violência sexual. Além disso, pedimos ao Conselho Tutelar que acompanhasse o caso e pedimos também que a equipe técnica no Juizado da Infância e Juventude faça uma visita à menina para que seja confeccionado um parecer técnico com o intuito acompanharmos o caso”, disse o promotor de Justiça.

O padrasto da menina, identificado como Cleiton Silva de Sousa, de 19 anos, continua sendo procurado pela polícia alagoana, pois fugiu junto com a mãe da menina violentada. Cleiton Silva chegou a prestar depoimento à Polícia Civil, mas foi liberado após o delegado Ivanildo Inácio entender que não havia indícios suficientes que sustentassem sua prisão.