Após prisões, material que seria usado em novos ataques a ônibus em Maceió é apreendido

Por Redação com Gazetaweb.com 05/12/2018 13h01 - Atualizado em 05/12/2018 16h04
Por Redação com Gazetaweb.com 05/12/2018 13h01 Atualizado em 05/12/2018 16h04
Após prisões, material que seria usado em novos ataques a ônibus em Maceió é apreendido
SSP/AL apresenta detalhes da operação que prendeu suspeitos de ataque a ônibus em Maceió - Foto: Rafael Maynart/Gazetaweb
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) apresentou, durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), o resultado da operação integrada das polícias civil e militar que resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de envolvimento no ataque a um ônibus ocorrido no último sábado (1º), no Conjunto Rosane Collor, no bairro do Clima Bom, em Maceió. 

Outros dois homens, que já são reeducandos do sistema prisional, também teriam participação no ato criminoso e vão responder pelo crime. Duas pessoas continuam foragidas. Com os suspeitos presos, a polícia apreendeu 5 coquetéis molotovs e mais 5 galões para armazenamento de combustível, o que seria um indício de que novos ataques estariam sendo planejados no estado.

Foram cumpridos no sistema prisional dois mandados contra Jailson da Conceição, de 24 anos, líder de uma facção criminosa que ordenou o ataque ao ônibus em represália à suspensão das visitas de familiares de presos no sistema prisional, e Edvaldo Bernadino, de 40 anos.

Durante a ação, foram presos Bruno Lima da Silva e William dos Santos Lima, ambos de 22 anos, detidos em cumprimento de mandado. Na residência deles, foram apreendidas drogas, balança de precisão, coquetéis e os galões.

Daniel Rodrigo Lima da Silva, conhecido como Danilinho, de 21 anos, continua foragido. Uma outra pessoa suspeita de participação no ataque ainda não foi identificada. Eles estavam encapuzados no momento em que incendiaram o ônibus. Segundo a polícia, um carro popular também foi incendiado no mesmo dia. Os delegados da Deic [Divisão Especial de Investigações e Capturas] afirmaram que um novo ataque poderia acontecer, o que teria sido frustrado pela operação policial.

O secretário de segurança pública, coronel Lima Júnior, garantiu as visitas aos presídios com policiais militares e civil, caso haja greve dos agentes penitenciários no final de semana. Ele ressaltou que a SSP só vai agir se houver necessidade.

Participaram da operação militares do Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais], 4º BPM e Deic.