Visitas serão suspensas nos presídios se processo dos agentes não chegar à ALE

Por Redação com Gazetaweb 03/12/2018 10h10 - Atualizado em 03/12/2018 13h01
Por Redação com Gazetaweb 03/12/2018 10h10 Atualizado em 03/12/2018 13h01
Visitas serão suspensas nos presídios se processo dos agentes não chegar à ALE
Foto: Divulgação
Caso o processo que trata da Bolsa Qualificação para Agentes Penitenciários não seja enviado para a Assembleia Legislativa esta semana, os agentes devem paralisar as atividades novamente no fim de semana, impedindo, entre outras coisas, a visita aos presos, garantiu o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Kleyton Anderson, nesta segunda-feira (3).

A bolsa venceu no mês de outubro e não foi renovada pelo governo. O sindicato teme que o recesso parlamentar acabe atrasando o pagamento.

"O governo reconheceu que está atrasado, mas não deu prazo, e esperamos que hoje ou amanhã, no máximo, o processo seja enviado para a Assembleia Legislativa", disse Kleyton, ressaltando que falta apenas a assinatura do governador Renan Filho para que o processo chegue à Casa de Tavares Bastos.

"Esperamos que saia ainda esta semana, caso contrário, vamos paralisar as atividade no final de semana, suspendendo visitas e mantendo apenas serviços essenciais", afirmou.

No último final de semana, a paralisação dos agentes penitenciários resultou em protestos de parentes de presos que estão recolhidos em presídios na capital e Girau do Ponciano. Houve bloqueio das vias de acesso ao sistema prisional na Cidade Universitária, em Maceió, e trecho da rodovia AL-220, no Agreste.

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) explicou que estava ciente da questão e que todas as tratativas necessárias estão sendo tomadas para que o impasse seja resolvido o mais rápido possível. Mas não foi dado um prazo para a efetivação do pagamento.

No último fim de semana, as visitas de familiares aos presos foram suspensas e houve tumulto na entrada do sistema penitenciário. Muitas famílias, que vieram do interior e até de outros estados para Maceió ficaram revoltadas. A Polícia Militar chegou a ser acionada para conter o tumulto.