Suspeito de matar o próprio filho em Ibateguara agredia a esposa, diz polícia

Por Redação com Gazetaweb 14/11/2018 07h07 - Atualizado em 14/11/2018 10h10
Por Redação com Gazetaweb 14/11/2018 07h07 Atualizado em 14/11/2018 10h10
Suspeito de matar o próprio filho em Ibateguara agredia a esposa, diz polícia
Foto: Reprodução/TV Gazeta
Karleane da Silva Santos, mãe do menino que foi morto por um tiro de espingarda durante discussão dos pais, disse à Polícia Civil (PC-AL) que o marido já a agrediu em outras ocasiões. A informação foi exibida no AL TV 2ª Edição desta terça-feira (13).

O caso aconteceu na noite de segunda (12) na Zona Rural de Ibateguara, região da Zona da Mata de Alagoas.

Segundo a polícia, Josivaldo Pinheiro da Silva brigou com a esposa e saiu de casa para beber com os amigos. Ele voltou e uma nova discussão foi iniciada. A partir daí, ele pegou uma espingarda de calibre 12 para matar a mulher. Ela tentou impedir, mas arma acabou disparando e atingindo o menino, identificado como Tiago Pinheiro da Silva.

"Ela disse que já sofreu várias agressões. E nesse dia mesmo, que sofreu [agressões] às 13 ou 14h, não veio pra delegacia. Achou que aquilo ali [ele ter saído para beber] já amenizava. Pelo contrário, ele foi, tomou suas pingas, já voltou com a definição que ia executá-la, e aconteceu com o filho de 8 anos, o Tiago", contou o Chefe de Operações da delegacia de Ibateguara, Euvan Santos.

A polícia disse ainda que o pai da criança já tem passagens pela polícia e que continua foragido.

"Nas investigações, nós já temos informações de que ele já veio de Canhotinho [Pernambuco] através de outros fatos que já tinha cometido. Agora, o que a gente apurou, em 2011, mais ou menos, ele cometeu uma tentativa de homicídio com arma branca, uma peixeira, aqui em União dos Palmares", disse o Chefe de Operações.

O corpo do menino foi sepultado nesta terça. Os amigos e vizinhos da família prestaram solidariedade.

"Isso foi um crime triste, como é que o pai tem condição de ofender o próprio filho? Isso não é um pai. Eu acho que não é. Todos nós ficamos chocados. Quando eu cheguei no posto, que eu vi a mãe do menino chorando, eu chorei também", falou a moradora da cidade, Julieta Correia.