Família Boiadeiro contrata perito para contestar laudo policial

Por Gazetaweb 13/11/2018 20h08 - Atualizado em 14/11/2018 00h12
Por Gazetaweb 13/11/2018 20h08 Atualizado em 14/11/2018 00h12
Família Boiadeiro contrata perito para contestar laudo policial
Foto: Reprodução
A família de José Márcio Cavalcante, o Baixinho Boiadeiro, contratou um perito particular para contestar o resultado do laudo pericial em uma arma. A pistola foi entregue ao Instituto de Criminalística (IC) nesta segunda-feira (12), em Maceió, e teria sido usada durante uma troca de tiros entre Baixinho e o filho do ex-prefeito de Batalha, José Emílio Dantas, no mês de novembro do ano de 2017.

À Gazetaweb, o advogado de defesa de Baixinho Boiadeiro, Raimundo Palmeira, informou que o acusado estava portando uma pistola .45 e não uma 9 mm, como aponta o laudo policial.

"Com o apoio da família do nosso cliente, contratamos um perito particular. Baixinho estava portando uma pistola .45 quando foi abordado na cena do crime e não uma outra como vem sendo apontado pela polícia. Vamos provar que a tese de autoria está errada e que, portanto, ele não foi o responsável pelo atentado contra José Emílio", assegurou Palmeira, acrescento que o perito contratado, Sérgio Hernandez, é do estado de São Paulo.

O advogado explicou ainda que o novo laudo técnico irá provar que a arma não foi utilizada na troca de tiros com José Emílio Dantas, tão pouco no assassinato de Tony Pretinho. "A perícia dessa arma vai conseguir afastar a presença ou qualquer ligação de Baixinho em relação a morte de Tony Pretinho". O laudo solicitado pela defesa do suspeito deve ficar pronto em um período de 30 dias.

Ainda segundo Palmeira, duas testemunhas já foram ouvidas e serão peças chaves na conclusão do inquérito. "Além do laudo pericial na arma, temos duas testemunhas que foram ouvidas. Elas testemunharam que o homem que entrou no veículo, após o atentando, não possui as mesmas características físicas de Baixinho Boiadeiro", finalizou.

O filho de Neguinho Boiadeiro é acusado de envolvimento na troca de tiros que deixou ferido José Emílio, em novembro de 2017 e também na morte de Tony Pretinho, vereador assassinado um mês depois, também em Batalha. Ele diz que, no primeiro caso, apenas se defendeu e, no segundo, garante inocência.