Criança de 3 anos que luta pela vida na UTI do HGE, em Maceió, foi estuprada, aponta IML

Por Redação com Gazetaweb.com 17/10/2018 15h03 - Atualizado em 17/10/2018 18h06
Por Redação com Gazetaweb.com 17/10/2018 15h03 Atualizado em 17/10/2018 18h06
Criança de 3 anos que luta pela vida na UTI do HGE, em Maceió, foi estuprada, aponta IML
Laudo do perito do IML foi entregue à Polícia Civil de Alagoas - Foto: Larissa Bastos/Gazetaweb
O Perito Médico Legista Luiz Antônio Mansur Branco, do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML), concluiu e entregou, nessa terça-feira (16), o laudo do exame de conjunção carnal realizado em uma criança de três anos supostamente vítima de estupro vulnerável cometido pelo próprio padrasto.

O exame apontou a presença de lesão da mucosa anal, provocado por ação de instrumento contundente. A criança encontra-se internada na UTI pediátrica do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, lutando pela vida.

De acordo com médico, a membrana himenal estava íntegra coraliforme, mas, a região do ânus apresentava uma fissura em mucosa anal. Segundo o IML, o laudo deixa claro que essa lesão anal não tem relação com a possível queda da própria altura da vítima, como chegou ser apontado por familiares, por apresentar apenas lesão interna e sem comprometimento da região perineal.

No laudo entregue à Polícia Civil, o perito destaca em seu relatório que a menina apresenta estado grave, está intubada com ventilação mecânica, sedada, reativa aos estímulos, e sem condições de avaliação motora. Ficou constatado também equimose, escoriação na região frontal à direita, equimose e edema nas regiões esternal, maxilar esquerda e submandibular esquerda, entre outras lesões pelo corpo

Outro fato importante relatado no laudo é que durante o atendimento a vítima teve uma piora súbita apresentando crise convulsiva por ter um pedaço de caju e de uma castanha crua presa na sua boca. Esse corpo estranho provocou a obstrução da via aérea levando, quase resultando na morte por asfixia. Contudo, médico não pode afirmar ou negar se a ação foi um ato deliberado do agressor.

Durante o exame de corpo de delito realizado no último dia 09 de outubro nas dependências da UTI pediátrica do HGE, também ficou constatado a presença de piolho na cabeça, projetando para um quadro de negligência. Para chegar a todas essas conclusões, o médico teve acesso ao prontuário médico e também da ambulância do SAMU responsável pelo resgate da vítima até a unidade hospital.