Crimes que vitimaram homossexuais em Maceió não têm relação com homofobia

Por Redação com Gazetaweb.com 16/10/2018 13h01 - Atualizado em 16/10/2018 16h04
Por Redação com Gazetaweb.com 16/10/2018 13h01 Atualizado em 16/10/2018 16h04
Crimes que vitimaram homossexuais em Maceió não têm relação com homofobia
Delegados falam sobre a elucidação de crimes em Maceió - Foto: José Feitosa/Gazetaweb
Durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (16), a delegada Rosimeire Vieira deu como concluídas as investigações referentes aos assassinatos dos jovens Davi Trindade Cinfrônio e Alecsander Araújo Tenório dos Santos, ambos homossexuais, crimes ocorridos em junho deste ano.

Surpreendentemente, as investigações mostraram que Davi foi morto por Alecsander, que tinha interesse nos bens materiais do companheiro. Os dois mantinham um relacionamento amoroso.

Já o crime que vitimou Alecsander, ocorrido no mesmo dia da morte de Davi, teria sido praticado por um casal de adolescentes, de 14 e 16 anos, amigos de Davi. Eles teriam matado Alecsander com o intuito de "fazer justiça".

Os dois adolescentes - um menino e uma menina - foram apreendidos há cerca de 20 dias pelo crime. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Rosimeire Vieira, os dois confessaram a morte.

Diante do desfecho do caso, a Polícia Civil ressalta que os crimes não têm ligação com nenhum ato homofóbico. "Não foi um crime homofóbico. O Alecsander, assassinado horas depois do primeiro crime, tinha interesse em bens do Davi", afirmou a delegada, ressaltando que ele havia ficado com o celular do Davi.

MORTE DE POLICIAL

Durante a coletiva, a delegada também deu detalhes das investigações referentes à morte do policial Aloísio Barbosa, morto no Conjunto Salvador Lyra, no último mês de maio. Conforme a polícia, tratou-se de latrocínio. Os bandidos foram revistar os clientes de um bar e constataram que um deles era policial. Resolveram matá-lo por causa disso.

Cinco homens suspeitos do crime foram identificados, sendo três deles detidos. Eles seriam integrantes de uma quadrilha que pratica assaltos, tráfico de drogas e homicídios. Um dos suspeitos, identificado como Ítalo Rafael, está foragido. Já Cícero de Lima, que também teria participado da ação, foi morto após reagir a uma abordagem policial.