Arquiteto alagoano é agredido durante festa em SP e aponta homofobia como causa
Um arquiteto alagoano e um amigo dele foram vítimas de agressão durante uma festa, em uma casa de shows de São Paulo. O fato aconteceu no último domingo (23) e vem repercutindo nas redes sociais.
Yhes Almeida denuncia que o motivo da violência foi homofobia. O caso foi noticiado à polícia e as vítimas vão ingressar com uma ação na Justiça contra a casa de eventos onde a festa aconteceu.
Por telefone, o arquiteto relatou que estava em uma festa chamada "Primavera, Te Amo", junto com o amigo Kennedy Teixeira, quando ambos foram atacados por dois rapazes. Segundo ele, um dos agressores o segurou com força e falou: "pega o outro 'viadinho' também, eles estão com nosso rolê". O comparsa partiu para cima de Kennedy e jogou no chão tudo o que tinha na bolsa da vítima.
"Até então, achávamos que era uma tentativa de roubo. Conseguimos nos soltar e ir para a área aberta, quando fui surpreendido por um golpe de 'gravata' e meu amigo também. Depois de algum tempo, algumas pessoas conseguiram afastar os agressores. Uma mulher da segurança tentou conversar conosco e com os acusados, até que chegou um segurança chamado Joel, que é o chefe da equipe, e disse que não foi homofobia. Mas ele nem escutou nossa versão para afirmar aquilo", contou Yhes.
Neste intervalo, a polícia foi acionada ao local da ocorrência e, quando chamamos a segurança para trazer os agressores, Joel já tinha liberado a dupla e não teria pego nome nem documento.
"Ou seja, fomos agredidos e a Casa ainda acobertou os agressores. Estávamos ali, vulneráveis a qualquer agressão, pois depois que a polícia falou com um dos seguranças, Joel sumiu, fecharam as portas e ficamos na rua. Nesta hora, outro amigo nosso foi lá e nos levou até a polícia, onde registramos a ocorrência e, depois, fizemos exame de corpo de delito", reforçou.
Questionado sobre as providências a serem tomadas, Yhes disse que vai ingressar com uma ação na Justiça contra a casa de eventos. "Foi pura negligência da segurança. Não vamos deixar quietos. Não podemos nos calar".
Yhes é natural de Maceió e está morando em São Paulo há seis anos. Já Kennedy Teixeira Gomes é do estado do Ceará, tem formação em design de moda e está morando na capital paulista há três anos.
Por meio de nota, a organização do evento se pronunciou e disse estar disposta a colaborar com a identificação dos agressores e testemunhar para que os responsáveis sejam punidos pelas agressões. Já a casa de eventos não se pronunciou sobre o assunto.
CONFIRA NOTA DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO
"Se você é RACISTA, HOMOFÓBICO OU SEXISTA, POR FAVOR NÃO ENTRE EM NOSSA PRIMAVERA.
A primavera, te amo, em 5 anos, jamais contou com nenhuma atitude de preconceito social, racial ou de gênero em suas festas. O que não nos isenta de situações péssimas como o ocorrido no domingo. O caso ocorrido com Yhes Almeida e o seu amigo Kennedy Teixeira vem sendo acompanhado pela produção da festa, que já falou com Yhes duas vezes pelo telefone e se mostrou disposta para colaborar com a identificação dos agressores e testemunhar em favor para que os responsáveis paguem pelas agressões.
Vamos liberar as fotos da festa em primeira mão para eles para procurarmos essas pessoas. Vamos testemunhar a favor deles em qualquer instância da lei. Assim, tentamos, mesmo que pouco, sanar um pouco da dor que ambos sentiram.
Também contatamos a Casa das Caldeiras para expor o descontentamento nosso perante essa atitude dos seguranças com o ocorrido, e estamos juntos para que nossos encontros sejam cada vez mais uma oportunidade de boa gente encontrar boa gente, de forma democrática e plural.
Esperamos muito que isso seja solucionado da melhor forma e que essa situação de vulnerabilidade seja estancada.
David Carneiro
Produtor da Primavera, Te Amo.
Facebook: Primavera, Te Amo"
Yhes Almeida denuncia que o motivo da violência foi homofobia. O caso foi noticiado à polícia e as vítimas vão ingressar com uma ação na Justiça contra a casa de eventos onde a festa aconteceu.
Por telefone, o arquiteto relatou que estava em uma festa chamada "Primavera, Te Amo", junto com o amigo Kennedy Teixeira, quando ambos foram atacados por dois rapazes. Segundo ele, um dos agressores o segurou com força e falou: "pega o outro 'viadinho' também, eles estão com nosso rolê". O comparsa partiu para cima de Kennedy e jogou no chão tudo o que tinha na bolsa da vítima.
"Até então, achávamos que era uma tentativa de roubo. Conseguimos nos soltar e ir para a área aberta, quando fui surpreendido por um golpe de 'gravata' e meu amigo também. Depois de algum tempo, algumas pessoas conseguiram afastar os agressores. Uma mulher da segurança tentou conversar conosco e com os acusados, até que chegou um segurança chamado Joel, que é o chefe da equipe, e disse que não foi homofobia. Mas ele nem escutou nossa versão para afirmar aquilo", contou Yhes.
Neste intervalo, a polícia foi acionada ao local da ocorrência e, quando chamamos a segurança para trazer os agressores, Joel já tinha liberado a dupla e não teria pego nome nem documento.
"Ou seja, fomos agredidos e a Casa ainda acobertou os agressores. Estávamos ali, vulneráveis a qualquer agressão, pois depois que a polícia falou com um dos seguranças, Joel sumiu, fecharam as portas e ficamos na rua. Nesta hora, outro amigo nosso foi lá e nos levou até a polícia, onde registramos a ocorrência e, depois, fizemos exame de corpo de delito", reforçou.
Questionado sobre as providências a serem tomadas, Yhes disse que vai ingressar com uma ação na Justiça contra a casa de eventos. "Foi pura negligência da segurança. Não vamos deixar quietos. Não podemos nos calar".
Yhes é natural de Maceió e está morando em São Paulo há seis anos. Já Kennedy Teixeira Gomes é do estado do Ceará, tem formação em design de moda e está morando na capital paulista há três anos.
Por meio de nota, a organização do evento se pronunciou e disse estar disposta a colaborar com a identificação dos agressores e testemunhar para que os responsáveis sejam punidos pelas agressões. Já a casa de eventos não se pronunciou sobre o assunto.
CONFIRA NOTA DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO
"Se você é RACISTA, HOMOFÓBICO OU SEXISTA, POR FAVOR NÃO ENTRE EM NOSSA PRIMAVERA.
A primavera, te amo, em 5 anos, jamais contou com nenhuma atitude de preconceito social, racial ou de gênero em suas festas. O que não nos isenta de situações péssimas como o ocorrido no domingo. O caso ocorrido com Yhes Almeida e o seu amigo Kennedy Teixeira vem sendo acompanhado pela produção da festa, que já falou com Yhes duas vezes pelo telefone e se mostrou disposta para colaborar com a identificação dos agressores e testemunhar em favor para que os responsáveis paguem pelas agressões.
Vamos liberar as fotos da festa em primeira mão para eles para procurarmos essas pessoas. Vamos testemunhar a favor deles em qualquer instância da lei. Assim, tentamos, mesmo que pouco, sanar um pouco da dor que ambos sentiram.
Também contatamos a Casa das Caldeiras para expor o descontentamento nosso perante essa atitude dos seguranças com o ocorrido, e estamos juntos para que nossos encontros sejam cada vez mais uma oportunidade de boa gente encontrar boa gente, de forma democrática e plural.
Esperamos muito que isso seja solucionado da melhor forma e que essa situação de vulnerabilidade seja estancada.
David Carneiro
Produtor da Primavera, Te Amo.
Facebook: Primavera, Te Amo"
Últimas Notícias
Brasil / Mundo
Dor no joelho ao subir escadas pode ser sinal de problema
Brasil / Mundo
Alison dos Santos faz história e conquista o Mundial de Atletismo Ultimate
Cidades
Corpo de homem é encontrado com marcas de tiros em Rio Largo
Brasil / Mundo
Planeta completa 100 dias de recorde de calor no oceano e temperatura segue alta
Cidades
Dois assassinatos a tiros são registrados em curto intervalo de tempo no Benedito Bentes, em Maceió
Vídeos mais vistos
TV JÁ É
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
TV JÁ É
Julgamento de escultor, em Arapiraca
TV JÁ É
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
TV JÁ É
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca
TV JÁ É

