Suspeita de matar irmã adotiva de 11 anos, em Dois Riachos, é presa em Goiás

Por Redação com G1 GO 21/09/2018 16h04 - Atualizado em 21/09/2018 20h08
Por Redação com G1 GO 21/09/2018 16h04 Atualizado em 21/09/2018 20h08
Suspeita de matar irmã adotiva de 11 anos, em Dois Riachos, é presa em Goiás
Foto: Reprodução
Foi presa nesta sexta-feira, 21, a vendedora Rosineide Rosa Xavier Lemos e o companheiro dela, Marcos Roberto Paulino Lemos, que estavam sendo procurados há cinco anos, pelo homicídio da pequena Maria Eduarda Marques da Silva, 11 anos. A vítima era irmã adotiva de Rosineide Rosa.

O crime ocorreu em 2013, na cidade de Dois Riachos e teria sido motivado pela herança deixada pelo pai adotivo da menina e pai biológico da autora. De acordo com Berenaldo de Souza Lessa Júnior, do Grupo de Investigação da Delegacia-Geral (GIDG) de Alagoas, Rosineide e Marcos foram presos na época do fato, mas colocados em liberdade após vencimento do mandado de prisão temporária.

Algum tempo depois, quando o laudo que indicou sangue no carro do homem ter sido concluído, os dois já estavam foragidos.

“A partir de então, nós começamos a apurar onde que o casal estaria. Nós conseguimos apurar que, em 2014, os dois se mudaram para Aparecida de Goiânia, onde ele estava trabalhando como lanterneiro e ela em um supermercado, como vendedora. Com a ajuda da inteligência da Polícia Civil de Goiás conseguimos confirmar o endereço dos dois, culminando na prisão”, disse.

O casal foi capturado em casa, onde moravam há 4 anos. O crime ocorreu no dia 11 de dezembro de 2013. A menina Maria Eduarda foi encontrada morta com vários golpes de faca na casa onde morava com os pais, na Avenida Frei Damião.

"O pai da acusada criou ela e a vítima, que era bem mais nova que ela. Ao que parece, até então, é que ela e o marido planejaram matar a criança pois, com ela morta, os dois seriam os herdeiros únicos dos pais, que, pelo apurado, eram donos de um supermercado na cidade".

De acordo com o GIDG, os dois devem responder por homicídio duplamente qualificado. Eles devem ser transferidos para Alagoas.