Mulher presta queixa pela segunda vez contra ex-namorado que já a sequestrou

Por Redação com Gazetaweb 12/09/2018 14h02 - Atualizado em 12/09/2018 18h06
Por Redação com Gazetaweb 12/09/2018 14h02 Atualizado em 12/09/2018 18h06
Mulher presta queixa pela segunda vez contra ex-namorado que já a sequestrou
Foto: Divulgação
Uma mulher residente do bairro da Forene, parte alta de Maceió, prestou queixa, pela segunda vez, contra seu ex-namorado, identificado como Milton Floriano de Melo, 39 anos, pelos crimes de perseguição e ameaça. Ela afirma também que foi sequestrada, agredida e sofreu uma tentativa de estupro. A denúncia foi realizada nesta quarta-feira, 12.

A prova de suas acusações são ligações telefônicas e inúmeros áudios de Milton Floriano, que afirma persegui-la e ainda ameaça uma invasão na propriedade da vítima. Interrogado pela polícia, o suspeito negou as acusações. A vítima está sendo acompanhada pelo 4º Juizado de Violência Doméstica. 

"Eu digo uma coisa a você: eu conversei com 'uns cara' aí e a gente vai invadir esse condomínio, entendeu? A gente vai invadir esse condomínio e não vai prestar, não, você acredite em mim que eu estou falando sério! Você pode ligar para a polícia, você pode ligar pra quem você quiser. Eu posso ir preso mas meus parceiros estão aqui fora e você não conhece, não, eu já passei toda [palavra não identificada] sobre você. Eu não estava falando com você, mas eu estava de longe lhe seguindo de moto, entendeu? A verdade é essa, eu estava só lhe observando por onde você andava, qual era o carro que você pegava. [...] Para mim não acabou!", disse Milton Floriano de Melo em apenas um trecho da ligação à vítima.

Em declaração à polícia a vítima relembrou já ter sido sequestrada pelo acusado, quando ela foi levada para um canavial onde foi agredida e sofreu tentativa de estupro. O caso aconteceu em agosto deste ano e, no dia 29, e foi registrado um Boletim de Ocorrência. Ela relatou ainda que Milton Floriano ameaça também seus familiares, como filhos e neto.

"Como ela não tem advogado, será assistida pela Defensoria Pública, assim terá a proteção do estado. Mas ela já está aos cuidados do 4º juizado e já foi atendida pela Defensora Pública, agora vamos aguardar a conclusão do inquérito para saber se a vítima ficará sobre a fiscalização da Patrulha da Maria da Penha", explicou a Capitã Danielle, acrescentando que a vítima "sofria todos os tipos de violência doméstica, física, patrimonial, moral, psicológica e sexual".