Assassino de vereador aguardou por cerca de quatro horas, até que vítima morresse, antes de ir embora

Por Redação com Gazetaweb 10/09/2018 13h01 - Atualizado em 10/09/2018 19h07
Por Redação com Gazetaweb 10/09/2018 13h01 Atualizado em 10/09/2018 19h07
Assassino de vereador aguardou por cerca de quatro horas, até que vítima morresse, antes de ir embora
Foto: Dárcio Monteiro/Gazetaweb
Em uma entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, 10, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a polícia deu detalhes da investigação sobre o assassinato do vereador Silvânio Barbosa (MDB). De acordo com a polícia, o assassino aguardou por cerca de quatro horas, enquanto a vítima agonizava, para sair do apartamento.

Detalhes apresentados durante a investigação revelaram que o parlamentar foi esfaqueado por volta das 20h30 da quinta e só faleceu perto de meia-noite. A polícia também acredita que Henrique Matheus da Silva Sousa, preso no domingo, tenha sido o único responsável pelo crime. Testes periciais, porém, ainda vão dizer se outras pessoas estiveram no apartamento.

Ainda de acordo com a polícia, o vereador foi atingido com 26 golpes de arma branca. Henrique Matheus confessou o homicídio e contou detalhes do crime. "Ele colocou uma faca de porte médio no casaco. Quando Silvânio se aproximou, desferiu o primeiro golpe na altura do pescoço. Foram em torno de 26 golpes contabilizados pela perícia. Eles ainda foram até a sala e Silvânio pediu socorro. O síndico bateu na porta e ele foi forçado a dizer que estava tudo bem", informou o delegado Fábio Costa.

O criminoso ainda explicou o motivo de ter esperado o vereador morrer. "Toda vez que ia sair do apartamento o Silvânio gritava e pedia socorro, aí ele voltava e esperava. O vereador pediu água, um travesseiro e um ventilador, porque estava sentindo muito calor. O suspeito aguardou que ele não esboçasse nenhuma reação e foi embora", explicou o delegado.

De acordo com as investigações da polícia, Henrique é natural da cidade de Pombal, na Paraíba, mas estava na capital alagoana há cerca de um mês, vendendo cadeiras com um grupo paraibano. Ele não tinha passagem pela polícia e era considerado uma pessoa tranquila, pela população da cidade em que morava.

Foi numa compra que Silvânio conheceu o assassino confesso, que tem 18 anos. "Ele relatou que em meados do mês passado o Silvânio teria passado em uma localidade onde vendia cadeiras nas margens de uma rodovia e teria pedido o telefone dele para depois tentar negociar. Silvânio convidou o jovem para ir até a casa dele, onde não houve nenhum relacionamento, e eles marcaram um segundo encontro”. Explicou o delegado, acrescentando que foi o próprio parlamentar que buscou o suspeito no dia do crime, por este motivo as câmeras de segurança do condomínio não mostram ninguém estranho entrando no residencial. Henrique admitiu que o crime foi premeditado e que foi até o apartamento no Benedito Bentes com intenção de matar e roubar.

O suspeito foi capturado ainda em posse do carro, mais de R$ 10 mil, roupas, oito relógios e dois celulares da vítima. Os resultados dos exames periciais devem ficar prontos em 20 dias, mas o caso é dado como solucionado. Ainda assim, deve ser solicitada a quebra do sigilo telefônico do criminoso.