Advogados de agressor de Bolsonaro relatam ameaças: 'Tirei meus filhos de circulação'

Por Catraca Livre 09/09/2018 17h05 - Atualizado em 09/09/2018 20h08
Por Catraca Livre 09/09/2018 17h05 Atualizado em 09/09/2018 20h08
Advogados de agressor de Bolsonaro relatam ameaças: 'Tirei meus filhos de circulação'
Fernando Magalhães, advogado de defesa do agressor de Bolsonaro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), relatam sofrer ameaças por telefone e críticas constantes nas redes sociais.

Um deles, o advogado Fernando Magalhães, contou ao Estado de Minas que tirou até seus filhos de circulação. “Recebemos ameaças. Tirei meus filhos de circulação. Assim que pousamos (em Belo Horizonte), recebemos ligação. Foi uma situação muito ruim”, afirmou o profissional.

O advogado Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, que também assumiu a defesa do agressor de Bolsonaro, disse ter recebido críticas nas redes sociais. Além disso, foi questionado por colegas de profissão.

“Eu ouvi críticas, muitas críticas nas redes sociais e por mensagens na internet. Diretamente a mim, só críticas. Ameaças não. Vi que o doutor Zanone (Manuel de Oliveira Júnior, também da defesa) e o Fernando, sim”, pontuou.

“Ouvi críticas até de colegas. Se não fôssemos nós, seriam outros advogados ou até mesmo um defensor público, pago pela sociedade. Não concordamos com a ação do Adélio, mas não vamos nos acovardar diante de ameaças”, completou ele.

Fernando Magalhães, ainda em entrevista ao Estado de Minas, argumentou que estão “defendendo o direito de uma pessoa, não um partido ou uma ideologia”.

“Nós estamos pedindo a condenação do cara. A gente prega que seja justa. A defesa lamenta o ocorrido. Nós não temos nada contra o Bolsonaro. Desejamos melhoras para ele. Não existe nenhuma vontade nossa. É um réu da Justiça. Não somos moleques da advocacia”, concluiu Magalhães.

Os advogados Zanone Manuel de Oliveira Júnior e Marcelo Manoel da Costa também fazem parte da defesa de Adélio. Os quatro defensores não revelam por quem foram contratados.

O agressor está preso e foi transferido para o presídio federal em Campo Grande (MS).