Caso Roberta Dias: MPE denuncia avó e autor de áudio pelo assassinato da estudante

Por Redação com Alagoas24Horas 08/08/2018 14h02 - Atualizado em 08/08/2018 17h05
Por Redação com Alagoas24Horas 08/08/2018 14h02 Atualizado em 08/08/2018 17h05
Caso Roberta Dias: MPE denuncia avó e autor de áudio pelo assassinato da estudante
Roberta Dias desapareceu no dia 11 de abril de 2012 - Foto: Divulgação
O promotor Sitael Lemos ofereceu denúncia contra duas pessoas pelo assassinato da estudante Roberta Costa Dias, que tinha 18 anos quando desapareceu, em 11 de abril de 2012.

A denúncia é formalizada sete anos após o desaparecimento da estudante, que estava no primeiro trimestre de gestação. A informação foi confirmada pela assessoria do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL).

O MPE denunciou a avó do bebê de Roberta Dias, Mary Jane Araújo Santos, de 51 anos, além de Karlo Bruno Pereira Tavares, de 24 anos.

Karlo Bruno seria um dos autores materiais do crime e sua participação foi confirmada após o vazamento de um áudio, em maio desse ano, onde dava detalhes de como se deu o assassinato da jovem. O áudio foi submetido à perícia da Polícia Federal.

Na conversa, Karlo Bruno confessa a um colega ter atraído a jovem e posteriormente matado ela por asfixia, com um fio. Uma das falas mais marcantes é quando o assassino diz que Roberta olhou para ele e disse “…tenha calma, eu tiro”, possivelmente se referindo ao próprio bebê.

A transcrição traz, ainda, um trecho em que o assassino afirma que o crime ocorreu em uma residência que estava sendo reformada, na localidade conhecida como Santa Amélia. Na conversa, ele diz ainda que o corpo foi desovado próximo a Feliz Deserto, sem saber precisar exatamente onde, devido às mudanças da maré.

Já Mary Jane, que chegou a ser presa pela Polícia Civil de Alagoas, é a mãe do então namorado de Roberta Dias. Ambos foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e aborto provocado por terceiro. Apesar de estar com Karlo Bruno no dia do crime, o então namorado de Roberta e pai do bebê não foi denunciado pelo MPE de Alagoas.