MPE apura morte de peixes na Barra de Santo Antônio

Por Redação com Gazetaweb 10/07/2018 06h06 - Atualizado em 10/07/2018 09h09
Por Redação com Gazetaweb 10/07/2018 06h06 Atualizado em 10/07/2018 09h09
MPE apura morte de peixes na Barra de Santo Antônio
Mortandade de peixes na Barra de Santo Antônio é alvo do MPE. - Foto: Dárcio Monteiro
Após a ocorrência de mortandade de peixes em um trecho do Rio Santo Antônio e próximo à praia no município da Barra de Santo Antônio, no litoral Norte do estado, um grupo de pescadores denunciou o fato ao Ministério Público Estadual (MPE), que iniciou as investigações.

Em entrevista à TV Gazeta, a promotora de Justiça da Barra de Santo Antônio, Lídia Malta, informou ter tomado ciência do número de mortes do cardume, vindo a acionar os órgãos competentes.

"Desde a denúncia, foram adotadas as providências cabíveis para que cheguemos aos responsáveis. Concedemos um prazo de cinco dias para obter as respostas satisfatórias", disse a promotora.

Nessa segunda-feira (9), o técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) percorreram toda a área do rio e fizeram a coleta da água para análise, cujo resultado deve ser divulgado dentro de uma semana.

ENTENDA O CASO

Centenas de peixes foram encontrados mortos em um trecho do Rio Santo Antônio e próximo à praia no município da Barra de Santo Antônio, no litoral Norte do estado. Pescadores da região informaram que a mortandade foi percebida há três dias e o número de animais mortos só vem aumentando desde então.

Eles atribuem o fato à poluição e, principalmente, aos dejetos, que segundo eles, são despejados no rio por uma usina de cana-de-açúcar da região.

De acordo com os pescadores, pelo menos 1.000 pessoas sobrevivem da atividade na região e temem que peixes como a carapeba, o camurim e a tainha - geralmente encontrados no local - comecem a desaparecer devido ao problema.

O secretário do Turismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico da Barra de Santo Antônio, Ronaldo Lessa Campos, confirmou que a mortandade dos peixes é uma realidade, destacando que não cabe ao município achar culpados para o problema.