Estudo aponta que a violência atinge mais negros do que não-negros em Alagoas

Por Redação com TNH1 15/06/2018 15h03 - Atualizado em 15/06/2018 18h06
Por Redação com TNH1 15/06/2018 15h03 Atualizado em 15/06/2018 18h06
Estudo aponta que a violência atinge mais negros do que não-negros em Alagoas
A violência atinge mais negros, jovens e homens - Foto: Reprodução/Internet
As pessoas que moram em Alagoas vivenciam realidades completamente diferentes a depender da cor da sua pele.

É o que revela o Atlas da Violência 2018, divulgado nesta sexta-feira (15), que apresenta os índices de violência registrados em 2016 contra pessoas negras e pessoas que não são negras.

A discrepância é tão grande que o estudo afirma que é como se os alagoanos vivessem em países diferentes de acordo com sua cor.

“Em uma aproximação possível, é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes; e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes”, afirma o Atlas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Os dados mostram que Alagoas tem a terceira maior taxa de homicídios contra negros no país e a menor quando o crime é contra não-negros.

No geral, o estado de Alagoas reduziu a violência e deixou de vez o primeiro lugar no ranking dos homicídios, ficando atrás de Sergipe, com a maior taxa, e Rio Grande do Norte, com a segunda maior.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, os números ainda são altos. Alagoas teve 240 mortes de homens jovens por 100 mil habitantes, atrás apenas de Sergipe.