Polícia Civil de Alagoas investiga ofensas racistas a delegado
O delegado Leonardo Assunção informou nesta terça-feira (15) que a Policia Civil de Alagoas vai investigar a autoria das mensagens de conteúdo racista dirigidas a ele após a soltura de dois suspeitos encaminhados à Central de Flagrantes 1, no bairro Farol, na última quinta-feira (10).
Segundo o delegado, as mensagens racistas teriam sido trocadas por policiais militares através de um aplicativo de mensagens. Em uma delas, o delegado era tratado como "nego imoral".
Assunção disse que as ofensas começaram após ele liberar dois suspeitos, um homem e uma adolescente de 17 anos, que foram detidos por policiais militares na Vila Emater, em Jacarecica, após denúncias de que em um dos barracos do local havia um fuzil de alto calibre.
Porém, segundo Assunção, as liberações aconteceram porque o homem estava apenas na frente do local em que a arma foi apreendida e não possuia antescedentes criminais e a adolescente estava dentro do barraco, mas não poderia ficar presa, já que é menor de idade.
"A minha negritude é um motivo de muito orgulho pra mim, ser negro em um país racista como o Brasil e que graças a Deus eu tenho condições de enfrentar esse racismo no meu dia a dia, nas diversas situações que a gente encontra, mesmo 130 anos depois da abolição da escravatura", disse o delegado.
A comissão ou delegado responsável pela apuração do caso deve ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (16) pela Polícia Civil.
Segundo o delegado, as mensagens racistas teriam sido trocadas por policiais militares através de um aplicativo de mensagens. Em uma delas, o delegado era tratado como "nego imoral".
Assunção disse que as ofensas começaram após ele liberar dois suspeitos, um homem e uma adolescente de 17 anos, que foram detidos por policiais militares na Vila Emater, em Jacarecica, após denúncias de que em um dos barracos do local havia um fuzil de alto calibre.
Porém, segundo Assunção, as liberações aconteceram porque o homem estava apenas na frente do local em que a arma foi apreendida e não possuia antescedentes criminais e a adolescente estava dentro do barraco, mas não poderia ficar presa, já que é menor de idade.
"A minha negritude é um motivo de muito orgulho pra mim, ser negro em um país racista como o Brasil e que graças a Deus eu tenho condições de enfrentar esse racismo no meu dia a dia, nas diversas situações que a gente encontra, mesmo 130 anos depois da abolição da escravatura", disse o delegado.
A comissão ou delegado responsável pela apuração do caso deve ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (16) pela Polícia Civil.
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