Família de Preto Boiadeiro diz que sua prisão foi “engano” e nega troca de tiros com a polícia
Após a operação policial ocorrida na tarde de ontem, quarta-feira (02), na cidade de Craíbas, que culminou com a prisão do ex-vereador José Anselmo Cavalcanti de Melo, conhecido como “Preto Boiadeiro”, e do seu motorista, Dalbério José Menezes, a família Boiadeiro emitiu nota nesta quinta-feira (03), questionando o ocorrido.
Segundo os familiares, “o delegado chegou dizendo que tinha um mandado de prisão em aberto, ou seja, confundiram o Preto com o outro irmão, o Baixinho Boiadeiro”. No caso, de acordo com a família, o mandado de prisão que estaria em aberto seria contra Baixinho Boiadeiro, irmão de Preto Boiadeiro, que foi preso.
A família defende que a Polícia chegou à fazenda, localizada em Craíbas, onde Preto se encontrava junto com o motorista e outros trabalhadores que estavam arando terra para plantar milho. Os agentes teriam chegado em dois carros e “invadiram a fazenda sem mandado de busca, com oito homens fortemente armados e sem nenhuma identificação”.
Quando Anselmo viu os carros entrando na fazenda, correu para dentro de uma L-200 branca, de sua propriedade, e mandou um áudio para a irmã pedindo ajuda e informando o ocorrido.
Conforme os relatos da família no comunicado, eles ressaltam que “não houve troca de tiros porque Preto Boiadeiro estava num carro blindado e correu para o Batalhão da Polícia de Arapiraca em busca de socorro; os policiais que estavam no local podem confirmar o fato”, reforça a nota.
A família defende que “Preto Boiadeiro está preso por simplesmente ter uma arma que estava no carro e, mesmo assim, ela (a arma) é registrada no nome dele. A polícia ainda ficou com o carro detido, alegando não ter o certificado da blindagem, mesmo após ter sido informada que o certificado estava no interior do veículo”. Segundo a família, os policias comunicaram que “irão deixar o veículo apreendido e que só será liberado quando o Preto sair”.
Indignada com a prisão de preto Boiadeiro, ao que alegam ser parte de uma retaliação, a família finaliza a nota destacando que “além de ter um pai de família assassinado em plena luz do dia, no meio da rua, precisamos estar passando por essas humilhações todas por conta de uma troca de tiros entre Baixinho e o Zé Emílio? Que marcação é essa?!”, questionam.
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