Com viaturas aquarteladas, Agreste alagoano registra aumento de 50% nas mortes violentas

Por Redação 24/04/2018 18h06 - Atualizado em 24/04/2018 21h09
Por Redação 24/04/2018 18h06 Atualizado em 24/04/2018 21h09
Com viaturas aquarteladas, Agreste alagoano registra aumento de 50% nas mortes violentas
Foto: Cortesia ao Já é Notícia
O índice de mortes violentas no Agreste alagoano aumentou 50% neste mês de abril de 2018 se comparado com mesmo período do ano anterior, conforme as informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas (SSP). Em Arapiraca foram 10 casos de homicídios no período em 2017 e 15 casos neste ano de 2018. 

O crescente aumento da violência em todo Estado tem forte influência do aquartelamento das viaturas da Polícia Militar.

Em Arapiraca o último caso de homicídio ocorreu na manhã desta segunda-feira (23) quando um homem foi brutalmente assassinado a pedradas, na Rua José de Oliveira Lima, no bairro Zélia Barbosa Rocha, em um loteamento dos Sem Terra. O corpo foi encontrado por populares por volta das 6h30 e a vítima foi identificada como Valmir da Silva, 44 anos.

Já no município de Lagoa da Canoa, na manhã desta terça-deira (24), um ex-reeducando foi morto a tiros. Ele havia saído recentemente do sistema prisional e tinha passagem por tráfico de entorpecentes.

As negociações entre as associações militares e o Governo de Alagoas mais uma vez não avançaram e as viaturas da Força Tarefa e da Ronda no Bairro continuam paradas.

Na manhã desta terça-feira (24) houve uma nova rodada de negociações e o Governo manteve a proposta de aumento de 10% para a classe, com o diferencial de um aumento de 2% para os cabos e soldados, parcelados em quatro anos. A proposta foi prontamente rejeitada pelos militares.

Para o cabo Wellington, presidente da Associação de Cabos e soldados, a proposta do Governo foi uma tentativa de dividir a tropa e o indicativo de aquartelamento continua. “Não aceitamos. O objetivo deles é romper a tropa. Recusamos essa divisão”, informou o cabo.

Já a coronel Camila Paiva, presidente da Associação dos Bombeiros Militares, informou que a Força Tarefa continuará fora das ruas. "Vamos tomar as medidas dentro do que a lei estabelece", relatou.

Na próxima quinta-feira (26), Governo e militares irão se encontrar novamente, já que a Seplag não tinha aberto as contas do Estado para os técnicos das associações realizarem uma análise.