Sem acordo, militares decidem por 'Operação-Padrão' a partir de sexta-feira

Por Gazeta Web 11/04/2018 23h11 - Atualizado em 12/04/2018 02h02
Por Gazeta Web 11/04/2018 23h11 Atualizado em 12/04/2018 02h02
Sem acordo, militares decidem por 'Operação-Padrão' a partir de sexta-feira
Foto: ALEXANDRE BARBOSA
Fardados e gritando palavras de ordem, centenas de policiais e bombeiros militares de Alagoas decidiram, na tarde desta quarta-feira (11), deflagrar uma "Operação-Padrão" a partir das 19h da próxima sexta feira (13) em todas as unidades das corporações espalhadas pelo estado. Os servidores querem que o pleito da categoria seja atendido e se negam a conversar com qualquer representante do governo, já que exigem um encontro com o governador Renan Filho.

No centro da discussão da paralisação dos militares está o realinhamento salarial dos oficiais. De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Wellington, a categoria quer a isonomia do teto dos coronéis, equiparando o valor ao dos delegados - que, hoje, recebem salário de R$ 29 mil - e permitindo o escalonamento, a partir deste teto, até os oficiais de posto mais baixo na corporação.

A mobilização em frente ao Palácio República dos Palmares e à Assembleia Legislativa do Estado (ALE) teve como objetivo pressionar o Poder Público e chamar a atenção da população para "a dura realidade que os militares estão vivenciando". O ato público, porém, não foi o bastante para viabilizar um encontro com o chefe do Executivo. 

O que é a Operação-Padrão

A "Operação-Padrão" significa que os militares só iniciarão os serviços se tudo estiver dentro do que preconiza a lei, dispondo rigorosamente de todos os equipamentos de trabalho, por exemplo. Outra exigência é que as viaturas estejam com a manutenção em dia. Em 2015, os militares deflagram uma operação semelhante, causando apreensão entre os alagoanos, em virtude da propagação de boatos sobre arrastões.