Denunciados por Baixinho Boiadeiro em suposto esquema na ALE depõem na PF

Por G1-AL 26/03/2018 16h04 - Atualizado em 26/03/2018 19h07
Por G1-AL 26/03/2018 16h04 Atualizado em 26/03/2018 19h07
A Polícia Federal (PF) começou a ouvir nesta segunda-feira (26) as 17 pessoas denunciadas por José Márcio Cavalcante, o “Baixinho Boiadeiro”, como sendo “laranjas” em um esquema de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

Segundo ele, a fraude estava sendo investigada pelo seu pai, o vereador por Batalha Neguinho Boiadeiro, assassinado em novembro de 2017.

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, os depoimentos estão sendo colhidos pelo delegado Daniel Granjeiro. A instituição, no entanto, não confirma quantos já foram ouvidos nem até quando irão as oitivas.

Baixinho Boiadeiro citou o esquema que estaria sendo investigado por seu pai em um vídeo publicado na internet no dia 2 de fevereiro.

Segundo ele, algumas dessas pessoas, sem saber, ‘emprestavam’ o nome estando vinculadas à folha de pagamento salarial da ALE e da Prefeitura de Batalha, onde recebiam entre R$ 12 mil e R$ 17 mil por mês.

No entanto, essas pessoas ficavam apenas com um pequeno valor, R$ 300, enquanto os responsáveis pelo esquema, com ajuda de um servidor público do banco, asseguravam o montante

Ainda no vídeo, ele disse que Neguinho Boaideiro foi morto por adversários políticos porque estava levantando informações sobre esse esquema fraudulento.

No vídeo, ele disse ainda que o também vereador Tony Pretinho (PR) foi morto (um mês depois de Neguinho Boiadeiro) porque tinha conhecimento do esquema de corrupção.

Contudo, segundo as investigações, Baixinho Boiadeiro foi o responsável pela morte de Tony Pretinho, por acreditar que ele tinha envolvimento no assassinato do pai. A polícia diz que ele teve apoio de dois homens, um deles foi preso em Santa Catarina no último dia 14. Baixinho e o outro suspeito são considerados foragidos.