Polícia prende suspeitos de matar casal e queimar os corpos em Campo Alegre, AL

Por José Alberto e Quitéria Mendes foram encontrados mortos, dentro de carro carbonizado em Campo Alegre. 16/03/2018 12h12 - Atualizado em 16/03/2018 15h03
Por José Alberto e Quitéria Mendes foram encontrados mortos, dentro de carro carbonizado em Campo Alegre. 16/03/2018 12h12 Atualizado em 16/03/2018 15h03
Polícia prende suspeitos de matar casal e queimar os corpos em Campo Alegre, AL
Foto: Divulgação/PC-AL
A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (16) que prendeu suspeitos de assassinar um casal e também de carbonizar os corpos das vítimas, encontrados em agosto do ano passado dentro de um automóvel incendiado, no município de Campo Alegre, Agreste alagoano.

De acordo com a polícia, José Alisson do Nascimento, conhecido como ‘Tuta’, foi o primeiro a ser preso, semanas atrás. O depoimento dele levou às prisões do vigilante Cícero Lúcio da Silva, o ‘Nem’; e Sérgio Batista dos Santos, o ‘Caçador’. A polícia investiga ainda a participação de outros envolvidos no crime.

As vítimas eram Quitéria Mendes dos Santos e José Alberto Alves, conhecido como ‘Chacal’. Eles moravam juntos em São Miguel dos Campos e foram vítimas de latrocínio (roubo com morte).

Em agosto do ano passado, segundo o titular da Delegacia Regional de São Miguel dos Campos à época, Alexandre César, a hipótese de latrocínio foi trabalhada porque vários objetos pessoais foram levados da casa deles, como joias e relógios.

Além disso, também foi constatado que o corpo de Quitéria estava no banco traseiro e, o de Alves, no porta-malas, o que reforça a teoria.

Nesta semana, os detalhes do duplo homicídio foram revelados no interrogatório de Tuta, que confessou a autoria e apontou a participação dos demais envolvidos.

Conforme o suspeito, o motivo do assassinato foi uma dívida que tinha com José Alberto Alves, que era empresário. Ele cobrava o pagamento com insistência e, por isso, armou uma emboscada combinando um encontro com a vítima em um posto de combustível às margens da rodovia BR-101, fingindo que faria o pagamento mencionado.

Ele disse também que o vigilante do posto, Nem, sabia que o crime seria executado, inclusive pontuou que não iria ter ninguém no local naquele horário para servir como testemunha.

O empresário chegou com a esposa ao posto por volta das 21h, em seu carro – um veículo modelo Fiat Palio, de cor vermelha. No momento em que a dívida foi cobrada, o casal foi atingido pelos disparos.

José Alberto morreu na hora, e teve o corpo de na mala do automóvel. A esposa foi levada para um canavial, onde foi torturada para dizer onde estavam os bens do casal. Por volta de meia-noite, os suspeitos voltaram para a cidade, furtando os objetos e o dinheiro.

Em seguida, retornaram ao canavial, e concluíram a execução, colocando o corpo de Quitéria dentro do carro do casal, que foi incendiado.

A polícia descobriu que Tuta já foi preso em 2012, por porte ilegal de arma de fogo, e investiga a participação dele em outros crimes.

Somente quase quatro meses depois de terem sido achados dentro do veículo carbonizado, os corpos do casal José Alberto e Quitéria Mendes foram liberados para sepultamento, após terem sido identificados por meio de exames de DNA.

Os trabalhos foram efetuados pelos delegados Fábio Costa, gerente da Polícia Judiciária da Região 3 (DPJ3), e Alexandre César, titular da distrital de Campo Alegre. A operação contou também com a participação do atual delegado regional de São Miguel dos Campos, Nilson Alcântara.