Polícia prende colombianos que movimentavam R$ 5 mi com agiotagem em AL

Por Gazetaweb 13/03/2018 17h05 - Atualizado em 13/03/2018 20h08
Por Gazetaweb 13/03/2018 17h05 Atualizado em 13/03/2018 20h08
Polícia prende colombianos que movimentavam R$ 5 mi com agiotagem em AL
Foto: Matheus Tenório/G1
A intensa movimentação de motoqueiro e de pessoas com mochilas nas costas levou a Polícia Civil de Alagoas a iniciar uma investigação sobre frequentadores de um apartamento localizado no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Os detalhes das prisões e operação foram dados durante entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP) na tarde desta quarta-feira (13).

Durante o trabalho, que durou cerca de dois meses, foi descoberto que um grupo de colombianos era responsável por uma complexa rede de agiotagem que atuava na capital e no interior do estado. Suspeita-se que o grupo criminoso movimente cerca de R$ 5 milhões por mês apenas no estado. No último dia 5, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de sete colombianos e apreensão de dinheiro e planilha financeira durante a execução da Operação denominada U$ura.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as autoridades foram informadas por meio do disque denúncia sobre uma constante movimentação de motoqueiros e de pessoas que entravam em um apartamento com diversas mochilas durante todo o dia. Inicialmente, a polícia suspeitou que o grupo atuava com o tráfico de drogas, mas logo depois descobriu-se que o foco do grupo era emprestar dinheiro com juros de 30% a 50%, sobretudo, a pequenos empresários e comerciantes. Os policias conseguiram reunir imagens, fotos e relatos de vítimas. Em caso do não pagamento do dinheiro, as pessoas que pegavam os empréstimos eram perseguidas e ameaçadas de morte pelos suspeitos.

O bando era liderado pelo casal José Leônidas Giraldo Osório e Janeth Campo Oliveira, esposa dele. Os dois estão em Alagoas desde 2014, quando segundo a polícia, teriam iniciado a movimentação criminosa. As diligências mostram que o dinheiro utilizado para emprestar a juros exorbitantes vinha da Colômbia e, após o pagamento das vítimas, saía do Brasil por meio de uma operação financeira supostamente legal, mas que utilizava CPFs falsos. A polícia destacou que o grupo era "organizado, bem estruturado, com criminosos executando funções específicas".

A investigação mostrou que, assim que os comerciantes pegavam o dinheiro dos agiotas, eles tinham até 20 dias para pagar o valor com a aplicação dos juros estipulados pelo grupo criminoso.

Além de José Leônidas e Janeth, também foram presos os suspeitos Luís Alberto Vasco Giraldo, Julian Andres Zambranco Campo, Edwin Alfonso Medina Altamar, Sandra Del Pilar Dominguez Sanchez, e Vladimir Hurtado Orejuela. A polícia ressaltou que chegou até eles após farta investigação e conseguiu montar um robusto conjunto probatório que mostra a participação de cada um na estrutura criminosa que foi abalada.