Mergulhador é suspeito de abusar sexualmente de turista nas piscinas naturais de Maragogi, AL

Por G1 Alagoas 07/03/2018 08h08 - Atualizado em 07/03/2018 11h11
Por G1 Alagoas 07/03/2018 08h08 Atualizado em 07/03/2018 11h11
Mergulhador é suspeito de abusar sexualmente de turista nas piscinas naturais de Maragogi, AL
Foto: Reprodução/TV Gazeta
Uma turista de Minas Gerais denunciou que foi vítima de abuso sexual praticada contra um mergulhador que trabalha de forma clandestina em uma das piscinas naturais de Maragogi, Litoral Norte de Alagoas. Diante da situação o que era para ser um passeio tornou-se caso de polícia.

O crime segundo o delegado da Polícia Civil, Ailton Soares, aconteceu nas piscinas naturais de Ponta de Mangue, praia que fica a 8 km do centro de Maragogi.

Na ocasião, a turista de 25 anos estava mergulhando acompanhada do instrutor a aproximadamente 3 metros de profundidade quando percebeu algo estranho.

“A vítima estava mergulhando quando sentiu algo bater nas nádegas. Ao levar a mão para saber o que era viu que o instrutor estava com o genital a mostra. Ela se assutou e se sentindo incomodada pediu para subir. Ao chegar na superfície ela pediu socorro e um policial de Pernambuco que estava próximo de lancha prendeu o rapaz que tentou fugir nadando", relatou o delegado Soares.

De acordo com a polícia essa é a primeira vez que o mergulhador é preso. De Maragogi ele foi transferido para a delegacia de São Luís do Quintunde, onde vai esperar uma vaga no sistema prisional.

“O crime é violência sexual mediante fraude com pena que vai de 2 a 6 anos”, completa o delegado.

O advogado da Associação das Empresas de Mergulho de Maragogi afirma que existem sete empresas que disponibilizam aproximadamente 100 mergulhadores profissionais para atender os turistas, e que o suspeito não está credenciado em nenhuma delas.

“Esse mergulhador exercia a função de forma irregular. Clandestina. Ele não é vinculado a nenhuma das empresas autorizadas”, expõe o advogado Renato Scalco.

Além do mergulhador clandestino a praia onde aconteceu o suposto crime também não tem autorização da prefeitura para a prática de mergulho.

“Esse ano a prefeitura com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fez mais de 50 autos de infração naquela região, mas mesmo assim as pessoas insistem em exercer a função de forma irregular”, diz o secretário de Meio Ambiente de Maragogi, Gabriel Mendes.