Boiadeiros dizem que essa é a primeira etapa para descobrir mandantes políticos de crime

Por Redação 24/02/2018 16h04 - Atualizado em 24/02/2018 20h08
Por Redação 24/02/2018 16h04 Atualizado em 24/02/2018 20h08
Boiadeiros dizem que essa é a primeira etapa para descobrir mandantes políticos de crime
Foto: Divulgação
A familia Boiadeiro, em nota enviada na manhã deste sábado, 24, afirmou que a polícia está no caminho correto para descobrir os assassinas do vereador Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro, assassinado no final do ano passado.

A família pede que as prisões temporárias sejam transformadas em prisões preventivas e afirma que "as autoridades policiais e do Ministério Público, essa é a primeira etapa e urge avançar na descoberta e exposição dos mandantes políticos do selvagem assassinato que, infelizmente, ainda não foram revelados".

Ainda em nota, a família afirma que não quer vingança e sim justiça. Além disso, eles pedem que as autoridades não persigam a família Boiadeiro. "Nossa família, humildemente, requer às autoridades alagoanas que não nos persigam, não adentrem em nossos lares pela madrugada, não nos intimidem com ameaças, com truculência, empunhando armas de alto poder de fogo, porque não abriremos mão de procurar justiça". 

Leia a nota da família Boiadeiro

A família Boiadeiro, diante das últimas notícias divulgadas pela imprensa acerca dos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos e cumpridos no âmbito do inquérito policial que investiga o bárbaro e covarde assassinato do querido filho, pai, irmão e avô, Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro, vem a público se manifestar com serenidade para afirmar que as autoridades policiais e do Ministério Público estão no caminho correto!

Os indivíduos presos participaram ativamente do pusilânime assassinato do vereador mais votado nas últimas eleições municipais de 2016 na nossa cidade de Batalha, o nosso inesquecível Neguinho Boiadeiro, porém, como afirmaram categoricamente as autoridades policiais e do Ministério Público, essa é a primeira etapa e urge avançar na descoberta e exposição dos mandantes políticos do selvagem assassinato que, infelizmente, ainda não foram revelados.

Esperamos que as prisões temporárias efetuadas nessa primeira etapa sejam mantidas e transformadas em prisões preventivas. Seguramente, a manutenção dessas prisões levará às autoridades aos mandantes e pistoleiros ainda não revelados desse selvagem assassinato. Outrossim, comunicamos a toda a sociedade alagoana que os Boiadeiros não descansarão enquanto os assassinos não estiverem na cadeia.

Não queremos vingança. Queremos justiça! Nossa família, humildemente, requer às autoridades alagoanas que não nos persigam, não adentrem em nossos lares pela madrugada, não nos intimidem com ameaças, com truculência, empunhando armas de alto poder de fogo, porque não abriremos mão de procurar justiça. Salientamos que desde o assassinato de Neguinho Boiadeiro, nossa família, enlutada, vive na diáspora que nos foi imposta, com nossos familiares tendo que sair de seus lares por causa de pressões advindas de diligências policiais que não primam pela isenção e muitas vezes materializam verdadeiros abusos, razão pela qual rogamos ao Governo do Estado de Alagoas e suas autoridades constituídas que se mantenham imparciais, republicanas e cumpridoras da lei, respeitando os nossos direitos.

Por fim, os Boiadeiros reafirmam a confiança nas autoridades constituídas, anunciando que darão publicidade nacional, inclusive comunicando a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, à OAB Nacional e à toda imprensa brasileira sobre este caso e a perseguição desumana e irracional que sofre a nossa família. Toda a sociedade da nossa estimada cidade de Batalha/AL sabe que o nosso querido Neguinho Boiadeiro era um servidor do povo. Seu mandato era exercido em nome e em benefício do povo. Sua atuação política sempre foi para ajudar aos mais necessitados. Nossa dor será eterna pela sua ausência. Jamais esqueceremos do nosso amado Neguinho Boiadeiro.