Escola infantil alega que pai de criança agredida exigiu R$ 30 mil por silêncio
Após a denúncia de que uma criança de dois anos teria sido agredida por uma professora na escola infantil Vovó Eulália, localizada no bairro da Ponta Verde, a instituição de ensino emitiu uma nota nesta sexta-feira (2), alegando que o pai da criança "exigiu R$30.000,00 (trinta mil reais) para ficar calado".
Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo pai da criança, Paulo Soares, mostra quando a professora, identificada como Nadja Santos da Silva Buarque, pega a criança pelos braços de maneira abrupta, o que teria ocasionado as lesões.
De acordo com a nota, a escola demitiu a professora acusada de agressão. A titular da escola, Isabel Daniel participou de uma reunião no escritório do advogado do pai da criança, onde foi explicada a demissão da funcionária. De acordo com a instituição, na mesma reunião, foi pedida a quantia de R$ 30 mil reais para que o fato não fosse divulgado nas redes sociais e na imprensa.
Nessa quinta-feira (1ª), a diretora Isabel retornou ao escritório do advogado e afirmou que não tinha condições financeiras de pagar a quantia exigida, e que o valor que poderia pagar seria de R$ 5 mil reais para as despesas gastas com o advogado. "O que cabia à escola, ela fez, ou seja, demitir a funcionária por justa causa e relatar o ocorrido para os pais da turma", disse a nota.
No entanto, ainda segundo a nota da escola, os fatos foram expostos "ficando claro a chantagem".
Confira a nota na íntegra
"A ESCOLA VOVÓ EULALIA, representada neste ato por sua titular Maria Isabel Freitas Daniel, vem de público, prestar os devidos esclarecimentos sobre o fato ocorrido no dia 23 de janeiro próximo passado;
Lamentavelmente a professora NADJA SOUZA DA SILVA BUARQUE, injustificadamente, pegou com suas mãos nos bracinhos de uma criança deixando marcas (vermelhidão) nos locais afetados pelo gesto da referida professora;
Que os pais da criança perceberam os braços da criança marcados e se dirigiram a escola; e, em chegando na mesma procuraram saber o que ocorreu;
Verificando-se as câmeras percebeu-se, claramente, o que realmente havia ocorrido e ato contínuo a Escola Vovó EULALIA demitiu a professora sumariamente por justa causa.
Pois bem, os pais da criança levaram a mesma, afirmando que ali ela não ficava mais para estudar. E, no dia seguinte o Sr. Paulo, genitor do menor, através de seu advogado, Dr. Denarcy telefonou para a representante da Instituição Educacional solicitando uma reunião com a mesma, cujo evento ocorreu no escritório do referido profissional.
Veja, na reunião foram discutidos dois pontos, sendo eles o seguinte:
1. Qual a providência que a escola teria tomado com relação à professora? O que foi respondido que a professora havia sido demitida por justa causa;
2. O Sr. Paulo disse que não havia comentado nada com ninguém a respeito do ocorrido, pois se tornasse público iria expor as outras crianças que estudam na mesma sala. Contudo para que o assunto fosse guardado de forma tumular a escola teria que arcar com o pagamento de uma "indenização" esta no importe de R$30.000,00 (trinta mil reais), caso contrário o assunto iria se tornar público, pois o Sr. Paulo iria colocar em jornais e nas redes sociais. E, foi concedido um prazo para que a Escola se pronunciasse sobre a proposta.
Que, no dia 01 de fevereiro a Sr.ª Isabel retornou ao escritório do Dr. Denarcy Souza e Silva; e, na oportunidade afirmou que não tinha condições de pagar o valor proposto para manter o sigilo sobre o ocorrido, pois o máximo que poderia pagar seria R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as despesas do advogado e que o que cabia à escola ela fez, ou seja, demitir a funcionária em por justa causa e relatar o ocorrido para os pais da turma.
Esclarece que nas duas reuniões ocorridas no escritório do Dr. DENARCY, a escola se fez representar por sua titular, Sra. Maria Isabel Freitas Daniel, a qual se fez acompanhar de seu advogado Gilberto Lamarck de Oliveira, o qual participou ativamente da reunião.
Ou seja, os fatos expostos na mídia pelo Sr. PAULO SOARES TEIXEIRA FILHO realmente ocorreu, lamentavelmente uma irresponsável praticou os atos reportados na noticia que se lê nas redes sociais, porém, o pai do menor, Sr. PAULO, só esqueceu de dizer que exigiu R$30.000,00 (trinta mil reais) para ficar calado, ficando claro a chantagem;
A Escola Vovó Eulália tem quase 20 anos no mercado e nunca, em nenhuma oportunidade se descuidou de seus alunos, nunca foi negligente com suas obrigações e lamenta profundamente o fato ocorrido, aproveitando o ensejo para expressar sinceras desculpas aos pais do menor, bem como agradecer a todos os pais que estão apoiando a escola e confiando em nossos serviços.
A Escola Vovó Eulália declara que está de portas abertas para dar explicação a todos os pais de alunos que estudam na mesma e espera contar com a compreensão de todos, deixando claro que não cedeu as chantagens que exigiam o importe de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) primeiro porque não dispõe de tal valor e em segundo lugar porque entendeu tratar-se de uma "proposta" despropositada e por não ter sido atendido a proposta do pai do aluno, o mesmo cumpriu o que prometera fazer caso não lhe fosse pago o valor supra mencionado.
Atenciosamente
Isabel Daniel"
Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo pai da criança, Paulo Soares, mostra quando a professora, identificada como Nadja Santos da Silva Buarque, pega a criança pelos braços de maneira abrupta, o que teria ocasionado as lesões.
De acordo com a nota, a escola demitiu a professora acusada de agressão. A titular da escola, Isabel Daniel participou de uma reunião no escritório do advogado do pai da criança, onde foi explicada a demissão da funcionária. De acordo com a instituição, na mesma reunião, foi pedida a quantia de R$ 30 mil reais para que o fato não fosse divulgado nas redes sociais e na imprensa.
Nessa quinta-feira (1ª), a diretora Isabel retornou ao escritório do advogado e afirmou que não tinha condições financeiras de pagar a quantia exigida, e que o valor que poderia pagar seria de R$ 5 mil reais para as despesas gastas com o advogado. "O que cabia à escola, ela fez, ou seja, demitir a funcionária por justa causa e relatar o ocorrido para os pais da turma", disse a nota.
No entanto, ainda segundo a nota da escola, os fatos foram expostos "ficando claro a chantagem".
Confira a nota na íntegra
"A ESCOLA VOVÓ EULALIA, representada neste ato por sua titular Maria Isabel Freitas Daniel, vem de público, prestar os devidos esclarecimentos sobre o fato ocorrido no dia 23 de janeiro próximo passado;
Lamentavelmente a professora NADJA SOUZA DA SILVA BUARQUE, injustificadamente, pegou com suas mãos nos bracinhos de uma criança deixando marcas (vermelhidão) nos locais afetados pelo gesto da referida professora;
Que os pais da criança perceberam os braços da criança marcados e se dirigiram a escola; e, em chegando na mesma procuraram saber o que ocorreu;
Verificando-se as câmeras percebeu-se, claramente, o que realmente havia ocorrido e ato contínuo a Escola Vovó EULALIA demitiu a professora sumariamente por justa causa.
Pois bem, os pais da criança levaram a mesma, afirmando que ali ela não ficava mais para estudar. E, no dia seguinte o Sr. Paulo, genitor do menor, através de seu advogado, Dr. Denarcy telefonou para a representante da Instituição Educacional solicitando uma reunião com a mesma, cujo evento ocorreu no escritório do referido profissional.
Veja, na reunião foram discutidos dois pontos, sendo eles o seguinte:
1. Qual a providência que a escola teria tomado com relação à professora? O que foi respondido que a professora havia sido demitida por justa causa;
2. O Sr. Paulo disse que não havia comentado nada com ninguém a respeito do ocorrido, pois se tornasse público iria expor as outras crianças que estudam na mesma sala. Contudo para que o assunto fosse guardado de forma tumular a escola teria que arcar com o pagamento de uma "indenização" esta no importe de R$30.000,00 (trinta mil reais), caso contrário o assunto iria se tornar público, pois o Sr. Paulo iria colocar em jornais e nas redes sociais. E, foi concedido um prazo para que a Escola se pronunciasse sobre a proposta.
Que, no dia 01 de fevereiro a Sr.ª Isabel retornou ao escritório do Dr. Denarcy Souza e Silva; e, na oportunidade afirmou que não tinha condições de pagar o valor proposto para manter o sigilo sobre o ocorrido, pois o máximo que poderia pagar seria R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as despesas do advogado e que o que cabia à escola ela fez, ou seja, demitir a funcionária em por justa causa e relatar o ocorrido para os pais da turma.
Esclarece que nas duas reuniões ocorridas no escritório do Dr. DENARCY, a escola se fez representar por sua titular, Sra. Maria Isabel Freitas Daniel, a qual se fez acompanhar de seu advogado Gilberto Lamarck de Oliveira, o qual participou ativamente da reunião.
Ou seja, os fatos expostos na mídia pelo Sr. PAULO SOARES TEIXEIRA FILHO realmente ocorreu, lamentavelmente uma irresponsável praticou os atos reportados na noticia que se lê nas redes sociais, porém, o pai do menor, Sr. PAULO, só esqueceu de dizer que exigiu R$30.000,00 (trinta mil reais) para ficar calado, ficando claro a chantagem;
A Escola Vovó Eulália tem quase 20 anos no mercado e nunca, em nenhuma oportunidade se descuidou de seus alunos, nunca foi negligente com suas obrigações e lamenta profundamente o fato ocorrido, aproveitando o ensejo para expressar sinceras desculpas aos pais do menor, bem como agradecer a todos os pais que estão apoiando a escola e confiando em nossos serviços.
A Escola Vovó Eulália declara que está de portas abertas para dar explicação a todos os pais de alunos que estudam na mesma e espera contar com a compreensão de todos, deixando claro que não cedeu as chantagens que exigiam o importe de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) primeiro porque não dispõe de tal valor e em segundo lugar porque entendeu tratar-se de uma "proposta" despropositada e por não ter sido atendido a proposta do pai do aluno, o mesmo cumpriu o que prometera fazer caso não lhe fosse pago o valor supra mencionado.
Atenciosamente
Isabel Daniel"
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