Família de operário morto em tubulação de esgoto afirma que ele trabalhava sem equipamentos de proteção
Parente de um dos operários mortos após um acidente durante obra em tubulação de esgoto em Maceió disse que a vítima trabalhava sem os equipamentos de segurança, durante depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (30).
O fato ocorreu no último sábado (27) em uma tubulação no Poço de Visita (PV) da Rua Soldado Eduardo dos Santos, na Jatiúca. Os corpos das vítimas, identificadas como Cícero Porto da Silva e Adeilson Batista da Silva, foram sepultados no dia seguinte.
A família de Cícero Porto da Silva foi ouvida na 2ª Delegacia do Distrito Policial, na Jatiúca. “Ele falava que não tinha equipamento de nada. Entrava e tinha que subir de volta porque não tinha como respirar. Não tinha luva, só tinha uma roupa de borracha que estava rasgando e chegava molhada em casa”, disse abalada a viúva Maria Madalena.
Já filha dele, Patrícia Porto, falou que chegou a conversar com o pai algumas vezes sobre a falta de equipamento de proteção individual no trabalho.
“O meu pai não trabalhava com equipamento nenhum. Um dia desse ele estava com infecção no olho por conta da água. Ele dizia que não tinha como usar porque não davam”, relata.
Ambas as vítimas trabalhavam em uma empresa de engenharia que presta serviço à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Eles tentavam desobstruir um esgoto quando o acidente aconteceu.
A família de Adeilson Batista da Silva também deve ser ouvida pela polícia ainda nesta semana.
“Vamos dar prosseguimento com as oitivas dos familiares das vítimas, de testemunhas que presenciaram o episódio e também chamaremos os responsáveis pela empresa. O inquérito deve ser concluído em 30 dias”, colocou o chefe de serviço da 2ª DP Ariel Almeida.
Seinfra
Em nota, a Seinfra disse que as obras de esgotamento sanitário estão suspensas e por conta disso a liberação do trecho foi adiado.
A secretaria informou também que uma análise técnica está sendo feita para identificar as causas do acidente e avaliando as condições de trabalho. Segundo a nota, após as análises as obras devem ser retomadas.
Já em relação à falta de equipamento de proteção individual denunciada pelos familiares, a empresa responsável pela obra alegou que todos os trabalhadores assinam um protocolo de recebimento do material e que um engenheiro fiscaliza o uso dos equipamentos no local da obra.
A empresa disse ainda que vai entregar os protocolos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta quinta (1).
O MPT informou que vai apurar a responsabilidade pelo acidente e se há indenizações a serem pagas às famílias das vítimas. Uma audiência para ouvir a Seinfra e a empresa está marcada para o dia 20 de fevereiro.
O fato ocorreu no último sábado (27) em uma tubulação no Poço de Visita (PV) da Rua Soldado Eduardo dos Santos, na Jatiúca. Os corpos das vítimas, identificadas como Cícero Porto da Silva e Adeilson Batista da Silva, foram sepultados no dia seguinte.
A família de Cícero Porto da Silva foi ouvida na 2ª Delegacia do Distrito Policial, na Jatiúca. “Ele falava que não tinha equipamento de nada. Entrava e tinha que subir de volta porque não tinha como respirar. Não tinha luva, só tinha uma roupa de borracha que estava rasgando e chegava molhada em casa”, disse abalada a viúva Maria Madalena.
Já filha dele, Patrícia Porto, falou que chegou a conversar com o pai algumas vezes sobre a falta de equipamento de proteção individual no trabalho.
“O meu pai não trabalhava com equipamento nenhum. Um dia desse ele estava com infecção no olho por conta da água. Ele dizia que não tinha como usar porque não davam”, relata.
Ambas as vítimas trabalhavam em uma empresa de engenharia que presta serviço à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Eles tentavam desobstruir um esgoto quando o acidente aconteceu.
A família de Adeilson Batista da Silva também deve ser ouvida pela polícia ainda nesta semana.
“Vamos dar prosseguimento com as oitivas dos familiares das vítimas, de testemunhas que presenciaram o episódio e também chamaremos os responsáveis pela empresa. O inquérito deve ser concluído em 30 dias”, colocou o chefe de serviço da 2ª DP Ariel Almeida.
Seinfra
Em nota, a Seinfra disse que as obras de esgotamento sanitário estão suspensas e por conta disso a liberação do trecho foi adiado.
A secretaria informou também que uma análise técnica está sendo feita para identificar as causas do acidente e avaliando as condições de trabalho. Segundo a nota, após as análises as obras devem ser retomadas.
Já em relação à falta de equipamento de proteção individual denunciada pelos familiares, a empresa responsável pela obra alegou que todos os trabalhadores assinam um protocolo de recebimento do material e que um engenheiro fiscaliza o uso dos equipamentos no local da obra.
A empresa disse ainda que vai entregar os protocolos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta quinta (1).
O MPT informou que vai apurar a responsabilidade pelo acidente e se há indenizações a serem pagas às famílias das vítimas. Uma audiência para ouvir a Seinfra e a empresa está marcada para o dia 20 de fevereiro.
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