Pesquisadores descobrem no vírus da zika possível tratamento contra câncer
Pesquisadores da Unicamp descobriram no vírus da zika uma esperança de tratamento contra o câncer. Os pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp partiram de uma certeza: o vírus da zika mata células do cérebro em fetos porque elas têm uma alta taxa de proliferação. E concluíram que o mesmo poderia acontecer com células cancerosas, que também se multiplicam rapidamente.
A equipe decidiu fazer um teste: infectar com o vírus da zika, em laboratório, células com glioblastoma, o tumor maligno de cérebro mais comum que existe. “É um tumor extremamente agressivo. E, dos tumores malignos do cérebro, é o tumor mais comum”, explica o neurologista Luís Eduardo Belini.
A ação foi rápida. Em 24 horas metade das células tumorais tinha morrido. Já as células saudáveis não são afetadas pelo vírus. “Então, ele protegeria as células normais do adulto, mas eliminaria apenas as células do câncer, tornando assim mais específico do que um tratamento comum como quimioterapia”, explica a pesquisadora Estela de Oliveira Lima.
O trabalho foi publicado em uma revista científica americana e mostrou que o encontro do vírus da zika com a célula de câncer estimula a produção de uma substância chamada digoxina. A digoxina abre ou fecha portas na entrada de substâncias dentro das nossas células. Os pesquisadores perceberam que quando houve a infecção do vírus da zika nas células do câncer, a quantidade de digoxina aumentou bastante. Isso foi resultado do nosso sistema de defesa trabalhando.
O desequilíbrio na quantidade de digoxina acaba levando a célula à morte. “É possível desde uma terapia com o vírus até mesmo uma vacina para tratamento então do câncer no cérebro”, diz o professor de ciências farmacêuticas da Unicamp Rodrigo Ramos Catharino.
O chefe do setor de neuro-oncologia da Unifesp lembra que ainda faltam muitos testes para o desenvolvimento de um tratamento baseado nesse estudo. Mas acredita que a pesquisa da Unicamp deu um passo importante.
“Os pesquisadores conseguiram resultados, de fato, muito bons. Ainda que seja um modelo experimental em cultura de célula, o resultado é bem surpreendente. Então, ele pode apontar para alguns caminhos a serem seguidos”, conta Adrialdo José Santos, chefe neuro-oncologia da Unifesp.
A equipe decidiu fazer um teste: infectar com o vírus da zika, em laboratório, células com glioblastoma, o tumor maligno de cérebro mais comum que existe. “É um tumor extremamente agressivo. E, dos tumores malignos do cérebro, é o tumor mais comum”, explica o neurologista Luís Eduardo Belini.
A ação foi rápida. Em 24 horas metade das células tumorais tinha morrido. Já as células saudáveis não são afetadas pelo vírus. “Então, ele protegeria as células normais do adulto, mas eliminaria apenas as células do câncer, tornando assim mais específico do que um tratamento comum como quimioterapia”, explica a pesquisadora Estela de Oliveira Lima.
O trabalho foi publicado em uma revista científica americana e mostrou que o encontro do vírus da zika com a célula de câncer estimula a produção de uma substância chamada digoxina. A digoxina abre ou fecha portas na entrada de substâncias dentro das nossas células. Os pesquisadores perceberam que quando houve a infecção do vírus da zika nas células do câncer, a quantidade de digoxina aumentou bastante. Isso foi resultado do nosso sistema de defesa trabalhando.
O desequilíbrio na quantidade de digoxina acaba levando a célula à morte. “É possível desde uma terapia com o vírus até mesmo uma vacina para tratamento então do câncer no cérebro”, diz o professor de ciências farmacêuticas da Unicamp Rodrigo Ramos Catharino.
O chefe do setor de neuro-oncologia da Unifesp lembra que ainda faltam muitos testes para o desenvolvimento de um tratamento baseado nesse estudo. Mas acredita que a pesquisa da Unicamp deu um passo importante.
“Os pesquisadores conseguiram resultados, de fato, muito bons. Ainda que seja um modelo experimental em cultura de célula, o resultado é bem surpreendente. Então, ele pode apontar para alguns caminhos a serem seguidos”, conta Adrialdo José Santos, chefe neuro-oncologia da Unifesp.
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