MP vai investigar aumento do número de mortes por afogamento em AL
Quase dois milhões de turistas são esperados em Alagoas até março. E com tanta gente assim, qualquer descuido na água pode virar uma tragédia. O número de pessoas que morreram afogadas em Alagoas neste ano foi maior do que o de 2016, segundo dados do Corpo de Bombeiros de Alagoas.
O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL), por meio da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, anunciou que vai abrir uma investigação civil pública para cobrar do Estado medidas que evitem tantos afogamentos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, no ano passado 111 mortes por afogamento no estado e, em 2017, mesmo faltando dois dias para o ano acabar, já são 139 mortos por afogamento. A maioria das vítimas tinha entre 15 e 19 anos.
O promotor de Justiça Magno Alexandre disse que o MP-AL vai tomar providências diante do número maior de mortes.
“O aumento de mortes por afogamento, isso preocupa o Ministério Público, porque a função do Corpo de Bombeiros, especificamente com esse serviço de guarda-vidas, é evitar que situações de catástrofes como essa ocorram, mortes de pessoas por falta de aviso, por falta de instrução, de prevenção. E mesmo na hora do socorro estar presente de forma mais expedita, mais rápida, o serviço público do guarda-vidas”, declarou o promotor responsável pelo Controle Externo das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros.
Lugares com fortes correntes marítimas são os mais perigosos. Os banhistas não podem vacilar. Na praia da Sereia, a 13 quilômetros de Maceió, no Litoral Norte, o risco de afogamento é constante. Algumas pessoas tentam chegar nadando aos recifes. E da estátua da Sereia nem sempre conseguem voltar.
Na praia tem placa alertando do perigo, mas nem sempre a sinalização é respeitada. O militar do Corpo de Bombeiros Jackson Canuto diz que a maioria dos que se arriscam são turistas.
“A maioria dos banhistas são turistas, não tem conhecimento. Quando chegam por aqui, não procuram informações e até quando a gente avisa eles desobedecem”, disse o bombeiro.
Em Alagoas são mais de 250 quilômetros de litoral, mas apenas quatro pontos de salva-vidas. Na praia da Sereia, o posto de atendimento funciona de forma improvisada em uma barraca de praia. Em Tabuba, outra praia do Litoral Norte de Alagoas, as crianças se arriscam na maré baixa.
O serralheiro Samuel Lopes da Silva salvou duas crianças, de sete e oito anos, que estavam sendo arrastadas pela correnteza. Por pouco ele não morreu afogado.
“Eu cheguei e empurrei eles por mangue. Tentei sair juntos com eles, eu não consegui. Nadei contra a corrente, aí foi quando eu me afoguei”, contou.
A dona de casa e esposa do serralheiro, Verônica Gomes Lopes, reclama da falta de salva-vidas na praia de Tabuba.
“Não tinha nenhum ponto de salva-vidas dizendo que ali tinha um risco, não tinha. Não tinha nenhum bombeiro com lancha, não tinha ninguém com moto, não tinha ninguém pra dizer não, não vai pra ali que ali é fundo. Não tinha ninguém”, disse a dona de casa.
Para evitar tragédias e aproveitar bem o verão, o certo é não se arriscar e ficar de olho nas crianças, como faz a balconista Milka Lins, mãe do Gabriel, de seis anos.
“O tempo todo de olho nele, porque eu acho isso importante, né? Ele ficar sempre na nossa atenção”, falou Milka.
Novos reforços
O Corpo de Bombeiros informou que há três meses fez concurso e que somente após o término do curso de formação previsto para começar em maio, é que os 140 novos soldados vão ser distribuídos. Inclusive, para o salvamento aquático nas praias do estado.
O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL), por meio da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, anunciou que vai abrir uma investigação civil pública para cobrar do Estado medidas que evitem tantos afogamentos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, no ano passado 111 mortes por afogamento no estado e, em 2017, mesmo faltando dois dias para o ano acabar, já são 139 mortos por afogamento. A maioria das vítimas tinha entre 15 e 19 anos.
O promotor de Justiça Magno Alexandre disse que o MP-AL vai tomar providências diante do número maior de mortes.
“O aumento de mortes por afogamento, isso preocupa o Ministério Público, porque a função do Corpo de Bombeiros, especificamente com esse serviço de guarda-vidas, é evitar que situações de catástrofes como essa ocorram, mortes de pessoas por falta de aviso, por falta de instrução, de prevenção. E mesmo na hora do socorro estar presente de forma mais expedita, mais rápida, o serviço público do guarda-vidas”, declarou o promotor responsável pelo Controle Externo das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros.
Lugares com fortes correntes marítimas são os mais perigosos. Os banhistas não podem vacilar. Na praia da Sereia, a 13 quilômetros de Maceió, no Litoral Norte, o risco de afogamento é constante. Algumas pessoas tentam chegar nadando aos recifes. E da estátua da Sereia nem sempre conseguem voltar.
Na praia tem placa alertando do perigo, mas nem sempre a sinalização é respeitada. O militar do Corpo de Bombeiros Jackson Canuto diz que a maioria dos que se arriscam são turistas.
“A maioria dos banhistas são turistas, não tem conhecimento. Quando chegam por aqui, não procuram informações e até quando a gente avisa eles desobedecem”, disse o bombeiro.
Em Alagoas são mais de 250 quilômetros de litoral, mas apenas quatro pontos de salva-vidas. Na praia da Sereia, o posto de atendimento funciona de forma improvisada em uma barraca de praia. Em Tabuba, outra praia do Litoral Norte de Alagoas, as crianças se arriscam na maré baixa.
O serralheiro Samuel Lopes da Silva salvou duas crianças, de sete e oito anos, que estavam sendo arrastadas pela correnteza. Por pouco ele não morreu afogado.
“Eu cheguei e empurrei eles por mangue. Tentei sair juntos com eles, eu não consegui. Nadei contra a corrente, aí foi quando eu me afoguei”, contou.
A dona de casa e esposa do serralheiro, Verônica Gomes Lopes, reclama da falta de salva-vidas na praia de Tabuba.
“Não tinha nenhum ponto de salva-vidas dizendo que ali tinha um risco, não tinha. Não tinha nenhum bombeiro com lancha, não tinha ninguém com moto, não tinha ninguém pra dizer não, não vai pra ali que ali é fundo. Não tinha ninguém”, disse a dona de casa.
Para evitar tragédias e aproveitar bem o verão, o certo é não se arriscar e ficar de olho nas crianças, como faz a balconista Milka Lins, mãe do Gabriel, de seis anos.
“O tempo todo de olho nele, porque eu acho isso importante, né? Ele ficar sempre na nossa atenção”, falou Milka.
Novos reforços
O Corpo de Bombeiros informou que há três meses fez concurso e que somente após o término do curso de formação previsto para começar em maio, é que os 140 novos soldados vão ser distribuídos. Inclusive, para o salvamento aquático nas praias do estado.
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