Barracas da orla da Barra de São Miguel são lacradas nesta terça

Por G1-AL 12/12/2017 15h03 - Atualizado em 12/12/2017 18h06
Por G1-AL 12/12/2017 15h03 Atualizado em 12/12/2017 18h06
As barracas que funcionam na orla da cidade de Barra de São Miguel, Litoral Sul de Alagoas, foram lacradas no início da tarde desta terça-feira (12) por determinação, segundo os barraqueiros, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

A reportagem tenta contato com a SPU e com o prefeito da Barra, Zezeco (PMDB), que estava intermediando as negociações entre a União e os barraqueiros, para falar sobre o assunto.

"Todas as barracas foram lacradas, inclusive as que haviam fechado acordo com a SPU. Isso aconteceu porque a maioria não quer fechar acordo, aí o prefeito mandou fechar as barracas. Ninguém da prefeitura veio falar com a gente sobre isso até agora", afirma a presidente da Associação dos Barraqueiros do município, Eliane da Silva dos Santos.

Em novembro, o G1 mostrou que a SPU havia dado prazo até o dia 19 de fevereiro do ano que vem para que cerca de dez barracas fossem desocupadas e então demolidas na orla da Vila Niquim. O objetivo é promover a reurbanização daquela área.
À época, o prefeito disse à reportagem que as barracas não estavam de acordo com as normas da SPU e que por isso precisariam ser demolidas. Apenas quatro barraqueiros haviam fechado acordo sobre a saída do local com a superintendência, enquanto outros seis ainda estavam negociando.

Só que nesta terça, os barraqueiros dizem terem sido pegos de surpresa quando todas as barracas foram interditadas. A ação contou com a participação de equipes da Polícia Militar (PM).

Os barraqueiros chegaram a interditar os dois sentidos da rodovia AL-101 Sul, em protesto contra o fechamento das barracas.

"Nós não temos previsão de voltar a trabalhar. Estamos tentando ainda marcar uma reunião com o juiz da cidade. Já conversamos com os vereadores, que estão do nosso lado. Se nós passarmos três dias sem trabalhar, como vamos colocar o pão na nossa mesa? Precisamos de uma solução rápida para essa situação", conclui Eliane.