Falta de médico na rede pública de Maceió dificulta diagnóstico de câncer de próstata
O novembro Azul é um estímulo para que os homens deixem o preconceito de lado e façam o exame que pode diagnosticar o câncer de próstata. No entanto, em Maceió, faltam médicos especialistas na área, o que atrapalha pacientes que buscam a prevenção.
Alexandre Rezende, de 45 anos, tem histórico da doença na família e decidiu aproveitar a época da campanha para procurar algumas unidades de saúde e fazer os exames de prevenção, mas ele não conseguiu.
"Tentei atendimento médico, busquei três postos de saúde e não tem profissional para atender. Fui encaminhado para a unidade básica de referência do IB Gatto, aqui no Tabuleiro, e a resposta que eu ouvi é que o único médico que atendia está de licença há dois anos concedida pela prefeitura e não houve reposição de um profissional para o atendimento", disse Rezende.
Sem sucesso no serviço municipal, Rezende decidiu ir para a rede privada, mas também não encontrou profissional para essa especialidade que atendesse pelo plano de saúde. Ele pesquisou uma consulta particular e descobriu que o exame custa em média R$ 300.
"É uma sensação ruim. A gente se sente totalmente desprotegido. Nós imaginamos que se existe uma campanha, e é uma campanha nacional, vai ser garantido o atendimento básico, mas quando isso não acontece, a gente se sente frustrado. Foi exatamente assim que eu fiquei", ressaltou Rezende.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou à reportagem do G1 que disponibiliza urologistas em suas 8 unidades de referência, mas admite que apenas o 4º e 5º Distritos Sanitários não dispõem deste especialista. Contudo, a secretária diz que "não há carência para a realização do toque retal, pois o procedimento faz parte do exame físico do paciente, que qualquer médico – especialista ou não – está apto a realizar".
Ainda segundo a secretaria, "o Complexo Regulador do Atendimento em Maceió (CORA) também disponibiliza profissionais desta área para atendimento da população nos hospitais contratualizados e no PAM Salgadinho, que podem ser agendados através do Sistema por meio da unidade de saúde mais próxima do usuário".
Alexandre Rezende, de 45 anos, tem histórico da doença na família e decidiu aproveitar a época da campanha para procurar algumas unidades de saúde e fazer os exames de prevenção, mas ele não conseguiu.
"Tentei atendimento médico, busquei três postos de saúde e não tem profissional para atender. Fui encaminhado para a unidade básica de referência do IB Gatto, aqui no Tabuleiro, e a resposta que eu ouvi é que o único médico que atendia está de licença há dois anos concedida pela prefeitura e não houve reposição de um profissional para o atendimento", disse Rezende.
Sem sucesso no serviço municipal, Rezende decidiu ir para a rede privada, mas também não encontrou profissional para essa especialidade que atendesse pelo plano de saúde. Ele pesquisou uma consulta particular e descobriu que o exame custa em média R$ 300.
"É uma sensação ruim. A gente se sente totalmente desprotegido. Nós imaginamos que se existe uma campanha, e é uma campanha nacional, vai ser garantido o atendimento básico, mas quando isso não acontece, a gente se sente frustrado. Foi exatamente assim que eu fiquei", ressaltou Rezende.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou à reportagem do G1 que disponibiliza urologistas em suas 8 unidades de referência, mas admite que apenas o 4º e 5º Distritos Sanitários não dispõem deste especialista. Contudo, a secretária diz que "não há carência para a realização do toque retal, pois o procedimento faz parte do exame físico do paciente, que qualquer médico – especialista ou não – está apto a realizar".
Ainda segundo a secretaria, "o Complexo Regulador do Atendimento em Maceió (CORA) também disponibiliza profissionais desta área para atendimento da população nos hospitais contratualizados e no PAM Salgadinho, que podem ser agendados através do Sistema por meio da unidade de saúde mais próxima do usuário".
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