Clientes acusam empresa de turismo de dar golpe financeiro em Arapiraca e região
Cidadãos arapiraquenses e região que compraram passagens aéreas na empresa AL Turismo estão revoltados e afirmam que foram vítimas de um grande golpe financeiro praticado pela empresária Ariana Gomes, proprietária da AL Turismo.
De acordo com denúncias feitas para a reportagem do Portal Já É Notícia, a empresária vendeu várias passagens aéreas para cerca de 60 pessoas, recebeu os valores referentes às passagens, mas não repassou o dinheiro de tais bilhetes para as empresas aéreas.
A situação gerou prejuízo financeiro e emocional para os clientes, que afirmam ter descoberto o cancelamento das viagens quando não conseguiram mais contato com Ariana Gomes e buscaram informações das passagens junto à empresa área Avianca. “Fomos informados que por falta de pagamento as reservas foram canceladas”, disse um cliente que preferiu não se identificar.
Os clientes afirmam que não foram previamente avisados do encerramento das atividades da empresa e não sabem como poderão ter os valores financeiros ressarcidos, visto que algumas compras foram realizadas com dinheiro em espécie e outras em cartões de crédito e débito. “Ela não enviou nada que comprove o cancelamento do pagamento”, explicou.
Apesar do grande número de denúncias, não é possível especificar quantos clientes foram vítimas.
Grupo católico pode perder formação por causa do cancelamento das passagens
A ação da empresária foi denunciada na Central de Polícia de Arapiraca, sob acusação de estelionato. O cancelamento das passagens gerou um grande prejuízo financeiro para várias pessoas de Arapiraca, Jaramataia e cidades vizinhas, dentre elas um grupo da Renovação Carismática Católica (RCC) de Arapiraca, que comprou 27 passagens para Guarulhos, São Paulo, mas nenhuma passagem foi emitida e o grupo poderá perder a viagem planejada há tempos. Eles pretendiam participar do ENF (Encontro Nacional de Formação, do movimento RCC).
“Ao passarmos os cartões, ela emitiu um bilhete aéreo com o código rastreador e nosso nome, só faltando o lugar das poltronas, pois, segundo ela, como a reserva foi realizada em grupo só emitiria os lugares próximo à viagem para irmos todos juntos. Não esperávamos acontecer isso. Perdemos 27 passagens pagas, 12 para o pessoal de Arapiraca, 3 de Campo Alegre e 12 de Coruripe. Cada passagem no valor de R$ 634,00.”, relatou um dos integrantes da RCC.
Segundo os integrantes da RCC, eles compraram as passagens em setembro, mas ficaram sabendo na última sexta-feira que não poderiam realizar a viagem. Ainda segundo os representantes da RCC, a empresária Ariana Gomes só entrou em contato com eles através de um e-mail, informando o encerramento das atividades de sua empresa, no último domingo, após os clientes realizarem publicações acusatórias em redes sociais.
Empresária fechou empresa e mudou de endereço residencial
De acordo com as denúncias, Ariana já teria fechado as portas da empresa e mudado de endereço residencial, que era em Jaramataia. Os denunciantes afirmaram também que ela não retornava as ligações de seus credores, o que lhes causou mais revolta, visto que não obtiveram explicações para o cancelamento de tantas viagens.
A confusão também está instaurada em Jaramataia, cidade onde Ariana residia e vendeu, através de sua empresa, várias passagens para os munícipes. Na cidade, a população se diz surpresa com o fato, a empresária era conhecida e tinha ótimas referências.
Arapiraquense teve prejuízo na compra de 12 passagens
Outra vítima da situação é o arapiraquense Márcio Apolinário. Ele afirma que foi até a cidade da empresária e ficou estarrecido diante das informações que recebeu. “Havia uma semana que tentava contato com a empresária, por isso fui a Jaramataia, onde me deparei com cenário de cinema ou novela, com tantas histórias sobre o caso. Muita gente da cidade foi lesada por ela”, informou.
Márcio comprou 12 passagens, oito de São Paulo para Recife e quatro de Recife para São Paulo, emitidas para os meses de dezembro e janeiro. “Elea me enviou e-mail com as passagens, mas a Avianca informou que nossas passagens não existiam no sistema deles”, explica.
Advogado de empresária afirma que não houve crime de estelionato
Diante das denúncias, o Portal Já É Notícia entrou em contato com a empresária Ariana Gomes. A empresária transferiu nosso pedido de informações para o advogado Antônio Jucá, responsável pelo caso.
Por telefone, o advogado Antônio Jucá explicou que não houve crime de estelionato, segundo ele, o que houve foi um caso de má gestão administrativa e financeira na empresa AL Turismo. “Estelionatária ela jamais foi. Se trata de uma empresa com CNPJ, legalizada, a Ariana é pessoa física, e é necessário distinguir pessoa jurídica de pessoa física”.
Sobre o prejuízo financeiro aos clientes, o advogado afirma que ainda não sabe precisar. “Estamos fazendo uma auditoria para levantar os valores. É evidente que ela errou na administração da empresa e chegou a esse ponto. A empresária irá devolver, seja judicialmente ou extrajudicialmente todos os valores de seus clientes”, informou.
A empresária nunca teve a intenção de prejudicar seus clientes, segundo o advogado. “A falha foi administrativa, Ariana não está foragida e estamos buscando a melhor maneira possível de resolver o caso”.
Antônio Jucá informou que, ao final da auditoria que está sendo realizada na empresa AL Turismo, irá acompanhar as denúncias feitas na Central de Polícia e pedirá o auxilio do Ministério Público do Estado para finalizar o caso da melhor forma possível.

Boletim de Ocorrência confeccionado. (Foto: Reprodução)
De acordo com denúncias feitas para a reportagem do Portal Já É Notícia, a empresária vendeu várias passagens aéreas para cerca de 60 pessoas, recebeu os valores referentes às passagens, mas não repassou o dinheiro de tais bilhetes para as empresas aéreas.
A situação gerou prejuízo financeiro e emocional para os clientes, que afirmam ter descoberto o cancelamento das viagens quando não conseguiram mais contato com Ariana Gomes e buscaram informações das passagens junto à empresa área Avianca. “Fomos informados que por falta de pagamento as reservas foram canceladas”, disse um cliente que preferiu não se identificar.
Os clientes afirmam que não foram previamente avisados do encerramento das atividades da empresa e não sabem como poderão ter os valores financeiros ressarcidos, visto que algumas compras foram realizadas com dinheiro em espécie e outras em cartões de crédito e débito. “Ela não enviou nada que comprove o cancelamento do pagamento”, explicou.
Apesar do grande número de denúncias, não é possível especificar quantos clientes foram vítimas.
Grupo católico pode perder formação por causa do cancelamento das passagens
A ação da empresária foi denunciada na Central de Polícia de Arapiraca, sob acusação de estelionato. O cancelamento das passagens gerou um grande prejuízo financeiro para várias pessoas de Arapiraca, Jaramataia e cidades vizinhas, dentre elas um grupo da Renovação Carismática Católica (RCC) de Arapiraca, que comprou 27 passagens para Guarulhos, São Paulo, mas nenhuma passagem foi emitida e o grupo poderá perder a viagem planejada há tempos. Eles pretendiam participar do ENF (Encontro Nacional de Formação, do movimento RCC).
“Ao passarmos os cartões, ela emitiu um bilhete aéreo com o código rastreador e nosso nome, só faltando o lugar das poltronas, pois, segundo ela, como a reserva foi realizada em grupo só emitiria os lugares próximo à viagem para irmos todos juntos. Não esperávamos acontecer isso. Perdemos 27 passagens pagas, 12 para o pessoal de Arapiraca, 3 de Campo Alegre e 12 de Coruripe. Cada passagem no valor de R$ 634,00.”, relatou um dos integrantes da RCC.
Segundo os integrantes da RCC, eles compraram as passagens em setembro, mas ficaram sabendo na última sexta-feira que não poderiam realizar a viagem. Ainda segundo os representantes da RCC, a empresária Ariana Gomes só entrou em contato com eles através de um e-mail, informando o encerramento das atividades de sua empresa, no último domingo, após os clientes realizarem publicações acusatórias em redes sociais.
Empresária fechou empresa e mudou de endereço residencial
De acordo com as denúncias, Ariana já teria fechado as portas da empresa e mudado de endereço residencial, que era em Jaramataia. Os denunciantes afirmaram também que ela não retornava as ligações de seus credores, o que lhes causou mais revolta, visto que não obtiveram explicações para o cancelamento de tantas viagens.
A confusão também está instaurada em Jaramataia, cidade onde Ariana residia e vendeu, através de sua empresa, várias passagens para os munícipes. Na cidade, a população se diz surpresa com o fato, a empresária era conhecida e tinha ótimas referências.
Arapiraquense teve prejuízo na compra de 12 passagens
Outra vítima da situação é o arapiraquense Márcio Apolinário. Ele afirma que foi até a cidade da empresária e ficou estarrecido diante das informações que recebeu. “Havia uma semana que tentava contato com a empresária, por isso fui a Jaramataia, onde me deparei com cenário de cinema ou novela, com tantas histórias sobre o caso. Muita gente da cidade foi lesada por ela”, informou.
Márcio comprou 12 passagens, oito de São Paulo para Recife e quatro de Recife para São Paulo, emitidas para os meses de dezembro e janeiro. “Elea me enviou e-mail com as passagens, mas a Avianca informou que nossas passagens não existiam no sistema deles”, explica.
Advogado de empresária afirma que não houve crime de estelionato
Diante das denúncias, o Portal Já É Notícia entrou em contato com a empresária Ariana Gomes. A empresária transferiu nosso pedido de informações para o advogado Antônio Jucá, responsável pelo caso.
Por telefone, o advogado Antônio Jucá explicou que não houve crime de estelionato, segundo ele, o que houve foi um caso de má gestão administrativa e financeira na empresa AL Turismo. “Estelionatária ela jamais foi. Se trata de uma empresa com CNPJ, legalizada, a Ariana é pessoa física, e é necessário distinguir pessoa jurídica de pessoa física”.
Sobre o prejuízo financeiro aos clientes, o advogado afirma que ainda não sabe precisar. “Estamos fazendo uma auditoria para levantar os valores. É evidente que ela errou na administração da empresa e chegou a esse ponto. A empresária irá devolver, seja judicialmente ou extrajudicialmente todos os valores de seus clientes”, informou.
A empresária nunca teve a intenção de prejudicar seus clientes, segundo o advogado. “A falha foi administrativa, Ariana não está foragida e estamos buscando a melhor maneira possível de resolver o caso”.
Antônio Jucá informou que, ao final da auditoria que está sendo realizada na empresa AL Turismo, irá acompanhar as denúncias feitas na Central de Polícia e pedirá o auxilio do Ministério Público do Estado para finalizar o caso da melhor forma possível.

Boletim de Ocorrência confeccionado. (Foto: Reprodução)
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