Suspeito invade escola e funcionários se escondem durante perseguição policial
Professores e funcionários da Escola Estadual Professor José Remi Lima, situada no Tabuleiro do Martins, em Maceió, viveram momentos de pânico na tarde dessa quinta-feira (5). Um homem pulou o muro da unidade para fugir da polícia e tiros foram efetuados durante a investida. O suspeito conseguiu empreender fuga, tomando destino ignorado.
De acordo com informações da coordenadora da escola, Francirrégida Campos, a direção encaminhou quatro turmas para a Bienal Internacional do Livro, que acontece no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá, enquanto as demais foram liberadas, porque iria ter uma palestra do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) voltada à terapia profissional e destinada, apenas, a professores e funcionários.
No decorrer da palestra, por volta das 17h, os participantes ouviram um disparo de arma de fogo, e o vigia fechou o portão. Mesmo assim, o suspeito pulou o muro da unidade, tendo acesso ao pátio externo. Ele não conseguiu, porém, entrar no pátio interno da escola nem nas salas de aula.
"Vivemos momentos de desespero e aflição. Nós que nos escondemos na cozinha e na secretaria ouvimos um disparo e, em pouco tempo, outro tiro. Não sabemos se as balas partiram do bandido ou da polícia, que já vinha em perseguição. O suspeito acabou fugindo", relatou a coordenadora.
Francirrégida acrescentou que a escola tem câmeras, mas apenas na parte interna, onde o suspeito não teve acesso. A direção informou o fato à Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A reportagem, por sua vez, aguarda um posicionamento da Secretaria acerca do episódio.
NOTA DE REPÚDIO
Na manhã desta sexta (6), o Sinteal encaminhou uma nota de repúdio à imprensa. Confira na íntegra:
O clima de insegurança no estado de Alagoas se instalou nas escolas públicas. Trabalhadores da Educação têm sido expostos a situações de violência cada vez mais frequentes, dentro do seu local de trabalho. Na tarde do dia 05 de outubro de 2017, o Sinteal estava realizando uma atividade na Escola Estadual José Remi Lima, quando foi surpreendido com a entrada de indivíduo armado na escola.
Não se trata de um caso isolado, e sim, de um reflexo da fragilidade da segurança pública, da ineficiência do Estado. Nos últimos meses, a imprensa chegou a noticiar casos como o assalto de uma professora na porta da escola, que teve seu veículo roubado, e uma merendeira assassinada dentro da escola. No episódio mais recente, na Escola Remi Lima, o tiroteio que invadiu a instituição de ensino trouxe pânico ao local, todas as pessoas se esconderam na cozinha, enquanto os tiros eram disparados dentro da escola.
Vale ressaltar que a atuação do vigia, trabalhador da Educação do quadro efetivo, foi fundamental para evitar que o episódio se transformasse em uma tragédia ainda maior. Uma categoria profissional que tem sido negligenciada tanto pelo Governo Estadual, quanto pelos governos municipais, desvalorizada profissionalmente. Os governos têm se recusado a realizar concurso público para funcionários da Educação, ignorando a importância da qualificação desse profissional, que, além de proteger o patrimônio, zela pelo mais importante: as vidas das pessoas daquela comunidade escolar.
10 de outubro é o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas escolas. Uma data que marca ações para prevenir adoecimentos e acidentes de trabalho. Ironicamente, enquanto o Sinteal estava desenvolvendo ações preventivas e uma terapia comunitária na escola, foi confrontado com a situação. Um dos fatores de adoecimento da categoria é justamente a violência nas escolas, casos de adoecimento mental relacionados ao trabalho estão liderando os afastamentos na Educação.
O Sinteal repudia veementemente o descaso do Governo de Alagoas com a Educação, com a segurança de trabalhadores da Educação e de estudantes. Exige providências imediatas, para evitar que mais episódios como esse aconteçam.
De acordo com informações da coordenadora da escola, Francirrégida Campos, a direção encaminhou quatro turmas para a Bienal Internacional do Livro, que acontece no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá, enquanto as demais foram liberadas, porque iria ter uma palestra do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) voltada à terapia profissional e destinada, apenas, a professores e funcionários.
No decorrer da palestra, por volta das 17h, os participantes ouviram um disparo de arma de fogo, e o vigia fechou o portão. Mesmo assim, o suspeito pulou o muro da unidade, tendo acesso ao pátio externo. Ele não conseguiu, porém, entrar no pátio interno da escola nem nas salas de aula.
"Vivemos momentos de desespero e aflição. Nós que nos escondemos na cozinha e na secretaria ouvimos um disparo e, em pouco tempo, outro tiro. Não sabemos se as balas partiram do bandido ou da polícia, que já vinha em perseguição. O suspeito acabou fugindo", relatou a coordenadora.
Francirrégida acrescentou que a escola tem câmeras, mas apenas na parte interna, onde o suspeito não teve acesso. A direção informou o fato à Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A reportagem, por sua vez, aguarda um posicionamento da Secretaria acerca do episódio.
NOTA DE REPÚDIO
Na manhã desta sexta (6), o Sinteal encaminhou uma nota de repúdio à imprensa. Confira na íntegra:
O clima de insegurança no estado de Alagoas se instalou nas escolas públicas. Trabalhadores da Educação têm sido expostos a situações de violência cada vez mais frequentes, dentro do seu local de trabalho. Na tarde do dia 05 de outubro de 2017, o Sinteal estava realizando uma atividade na Escola Estadual José Remi Lima, quando foi surpreendido com a entrada de indivíduo armado na escola.
Não se trata de um caso isolado, e sim, de um reflexo da fragilidade da segurança pública, da ineficiência do Estado. Nos últimos meses, a imprensa chegou a noticiar casos como o assalto de uma professora na porta da escola, que teve seu veículo roubado, e uma merendeira assassinada dentro da escola. No episódio mais recente, na Escola Remi Lima, o tiroteio que invadiu a instituição de ensino trouxe pânico ao local, todas as pessoas se esconderam na cozinha, enquanto os tiros eram disparados dentro da escola.
Vale ressaltar que a atuação do vigia, trabalhador da Educação do quadro efetivo, foi fundamental para evitar que o episódio se transformasse em uma tragédia ainda maior. Uma categoria profissional que tem sido negligenciada tanto pelo Governo Estadual, quanto pelos governos municipais, desvalorizada profissionalmente. Os governos têm se recusado a realizar concurso público para funcionários da Educação, ignorando a importância da qualificação desse profissional, que, além de proteger o patrimônio, zela pelo mais importante: as vidas das pessoas daquela comunidade escolar.
10 de outubro é o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas escolas. Uma data que marca ações para prevenir adoecimentos e acidentes de trabalho. Ironicamente, enquanto o Sinteal estava desenvolvendo ações preventivas e uma terapia comunitária na escola, foi confrontado com a situação. Um dos fatores de adoecimento da categoria é justamente a violência nas escolas, casos de adoecimento mental relacionados ao trabalho estão liderando os afastamentos na Educação.
O Sinteal repudia veementemente o descaso do Governo de Alagoas com a Educação, com a segurança de trabalhadores da Educação e de estudantes. Exige providências imediatas, para evitar que mais episódios como esse aconteçam.
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