HGE atendeu mais 2.100 vítimas de acidentes com motos só neste ano
As motos estiveram presentes em quase 45% das ocorrências de acidente de trânsito registradas no Hospital Geral do Estado (HGE) em 2016. Dos 9.405 internos, a moto esteve presente nos relatos de 4.219 pessoas. Este ano, até julho, o maior hospital público de Alagoas já registrou 2.124 atendimentos, que exigem cuidados de urgência, emergência e especializados.
Casado, Daciel Wanderlei Tavares, de 22 anos, está obrigado a conviver com a saudade de seu filho recém-nascido. É que no último dia 24 de julho ele foi surpreendido por um motociclista embriagado na cidade de Japaratinga, distante 115 km de Maceió.
“Estava indo para uma festa com meu amigo, que pilotava a moto na AL-101 Norte. De repente, o susto, tão grande que fui arremessado e desci um barranco bolando. Estava de capacete, porém, como não tinha prendido, ele saiu de minha cabeça. Quando olhei para minha perna, vi o osso. Fiquei desesperado! Os bombeiros chegaram, fizeram os primeiros socorros e uma ambulância de Porto Calvo me trouxe para o HGE. Eu havia perdido muito sangue, só não dormia porque a enfermeira não deixava”, recorda Daciel.
O jovem sofreu fratura exposta em fêmur e osso tibial esquerdo. Também necessitou de uma exploração vascular, que apontou a necessidade de fasciotomia lateral e medial para devolução da irrigação sanguínea por completa na perna. Há um mês no hospital, ele encontra-se em recuperação na Ala G, especializada em cuidados ortopédicos.
“Tudo me explicam. Recebo atendimento do enfermeiro, do nutricionista, da assistente social e dos médicos – clínico, ortopedista e cirurgião plástico. Eu lembro agora desses, mas pode ser que tenha mais gente envolvida. O que eu sei mesmo é que eu era para ter morrido! Eu nunca tinha ido a um hospital, não gosto de ir ao médico, mas até aqui estou achando bom o atendimento”, disse o jovem pai de família.
Para a mãe de Daciel, a dona de casa Silvia Adriana Vanderlei da Silva, de 43 anos, os profissionais que estão assistindo seu filho passam muita segurança e tranquilidade. “Não tenho mais temor algum e acredito na recuperação dele. Também estamos entendidos que a recuperação é lenta e exige paciência e cuidados. Nada comparado à alegria de não perder um filho”.
Segundo o coordenador médico da Unidade de Ortopedia do HGE, Gustavo Vasconcelos, acidentes como o de Daciel acontecem frequentemente e são responsáveis pela grande maioria dos internamentos causados por acidentes de trânsito. "Buscamos fazer o melhor, mesmo acreditando que o melhor mesmo é ter cautela, respeito e atenção nas vias. Mas se vier, estamos aptos a tratar todos os tipos de patologias traumáticas ortopédicas", acrescentou o médico.
Todos os números mencionados são do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HGE, que revela ainda maioria das ocorrências assistidas pelo hospital serem procedentes da região metropolitana de Maceió. Em 2016, a capital teve 2.238 socorros, em seguida estão às cidades de: Rio Largo (140), Marechal Deodoro (129), Pilar (109), União dos Palmares (107) e Boca da Mata (81). Até julho do corrente ano, esse panorama não acena tanta mudança: Maceió (1.053), Marechal Deodoro (70), Rio Largo (63), União dos Palmares (62), Pilar (58) e Boca da Mata (51).
Casado, Daciel Wanderlei Tavares, de 22 anos, está obrigado a conviver com a saudade de seu filho recém-nascido. É que no último dia 24 de julho ele foi surpreendido por um motociclista embriagado na cidade de Japaratinga, distante 115 km de Maceió.
“Estava indo para uma festa com meu amigo, que pilotava a moto na AL-101 Norte. De repente, o susto, tão grande que fui arremessado e desci um barranco bolando. Estava de capacete, porém, como não tinha prendido, ele saiu de minha cabeça. Quando olhei para minha perna, vi o osso. Fiquei desesperado! Os bombeiros chegaram, fizeram os primeiros socorros e uma ambulância de Porto Calvo me trouxe para o HGE. Eu havia perdido muito sangue, só não dormia porque a enfermeira não deixava”, recorda Daciel.
O jovem sofreu fratura exposta em fêmur e osso tibial esquerdo. Também necessitou de uma exploração vascular, que apontou a necessidade de fasciotomia lateral e medial para devolução da irrigação sanguínea por completa na perna. Há um mês no hospital, ele encontra-se em recuperação na Ala G, especializada em cuidados ortopédicos.
“Tudo me explicam. Recebo atendimento do enfermeiro, do nutricionista, da assistente social e dos médicos – clínico, ortopedista e cirurgião plástico. Eu lembro agora desses, mas pode ser que tenha mais gente envolvida. O que eu sei mesmo é que eu era para ter morrido! Eu nunca tinha ido a um hospital, não gosto de ir ao médico, mas até aqui estou achando bom o atendimento”, disse o jovem pai de família.
Para a mãe de Daciel, a dona de casa Silvia Adriana Vanderlei da Silva, de 43 anos, os profissionais que estão assistindo seu filho passam muita segurança e tranquilidade. “Não tenho mais temor algum e acredito na recuperação dele. Também estamos entendidos que a recuperação é lenta e exige paciência e cuidados. Nada comparado à alegria de não perder um filho”.
Segundo o coordenador médico da Unidade de Ortopedia do HGE, Gustavo Vasconcelos, acidentes como o de Daciel acontecem frequentemente e são responsáveis pela grande maioria dos internamentos causados por acidentes de trânsito. "Buscamos fazer o melhor, mesmo acreditando que o melhor mesmo é ter cautela, respeito e atenção nas vias. Mas se vier, estamos aptos a tratar todos os tipos de patologias traumáticas ortopédicas", acrescentou o médico.
Todos os números mencionados são do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HGE, que revela ainda maioria das ocorrências assistidas pelo hospital serem procedentes da região metropolitana de Maceió. Em 2016, a capital teve 2.238 socorros, em seguida estão às cidades de: Rio Largo (140), Marechal Deodoro (129), Pilar (109), União dos Palmares (107) e Boca da Mata (81). Até julho do corrente ano, esse panorama não acena tanta mudança: Maceió (1.053), Marechal Deodoro (70), Rio Largo (63), União dos Palmares (62), Pilar (58) e Boca da Mata (51).
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