“Tivemos uma revolução do ensino superior público no Governo Lula e Dilma”, diz reitor da Uneal

Por Niel Antonio 23/08/2017 11h11 - Atualizado em 23/08/2017 15h03
Por Niel Antonio 23/08/2017 11h11 Atualizado em 23/08/2017 15h03
“Tivemos uma revolução do ensino superior público no Governo Lula e Dilma”, diz reitor da Uneal
Foto: Já é Notícia
Na manhã desta quarta-feira (23), o reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), unidade de Arapiraca, Jairo José Campos, disse que a homenagem ao ex-presidente Lula representa a marcação de um território ideológico para a unidade de ensino. Para ele, a sociedade alagoana pode se manifestar favorável ou desfavoravelmente às ações que a universidade tem desenvolvido no Agreste de Alagoas, com necessidade de debate sobre a situação política atual, mas que não é direito de ninguém ameaçar a vida de quem quer que seja, nem de ameaçar bater em ninguém por conta de uma posição ideológica

“Eu venho de uma tradição acadêmica que entende que, pelas tensões, pelo debate, pelas divergências de pensamento, a gente cresce, as pessoas crescem, as instituições crescem. Eu detesto essa coisa do lugar comum, do trivial, do senso de normalidade. Eu acho que precisa haver sempre o debate, a propositura, alguém precisa estar sempre questionando alguma coisa”, comentou Jairo Campos.

Segundo Jairo Campos, Alagoas é o estado que possui uma das piores taxas de acesso ao ensino superior público do Brasil e muitos jovens ingressam na universidade com a idade já avançada.

“Com toda a democratização que teve no Governo Lula, a gente só conseguiu botar 20% dos jovens na idade correta, na universidade. Foi uma revolução, mas o desafio ainda é muito grande”, ratificou.

Para o reitor Jairo Campos, o Governo Lula e Dilma foi responsável pela mudança e expansão das universidades no país, dando oportunidade aos desfavorecidos da sociedade, com ampliação das oportunidades de emprego aos que mais sofrem com os impostos do país.

“Tivemos uma verdadeira revolução do ensino superior público no Governo Lula e Dilma. Digam o que quiser, mas também reconheçam o inferno que era no Governo FHC e a facilidade que a universidade pública teve de respirar, de produzir ciência, de ampliar a pós-graduação, de formar mestres, de formar doutores”, comentou.

Jairo Campos também destacou a missão da universidade pública, enfatizando o papel da Universidade Estadual de Alagoas no processo de ascensão social e democrática que vem desenvolvendo no Agreste.

“Se não tiver, em nossa missão, a vontade de reverter esses indicadores sociais do estado, o princípio da universidade desce pelo ralo, não tem sentido. A vinda do Lula para aqui hoje é um reconhecimento do povo de Alagoas, do conselho universitário da instituição, do que ele representa para o campo dos pobres, para o fortalecimento da universidade pública, para a democratização do acesso à universidade pública de qualidade nesse país”, ressaltou.

O presidente Lula recebe o título Honoris Causa e a presidente Dilma Rousseff também é lembrada no encontro que reúne camponeses, moradores de Arapiraca, além de autoridades locais. Sobre a concessão do título, Jairo Campos explicou que Lula tem representatividade no Nordeste, sobretudo para a minimização dos indicadores sociais ruins.

“Essa concessão desse título é uma marcação de território assumida, de tudo que o presidente Lula representa para o Nordeste, para Alagoas, para os pobres, para o campo de trabalho. De tudo que ele fez para a minimização desses indicadores sociais tão ruins que o Nordeste ainda ostenta e que minimizaram no governo dele e por todo o tratamento que a universidade pública desse país teve no Governo Lula e da presidenta Dilma”, completou.