Assistentes sociais da Emater orientam famílias quilombolas de Arapiraca
O trabalho de assistência social iniciado pela Emater Alagoas na comunidade remanescente quilombola Carrasco, em Arapiraca, tem apresentado novas perspectivas a cerca de 218 famílias de povos tradicionais residentes na região.
O acompanhamento foi iniciado em 2016 com levantamento local para conhecimento da realidade vivenciada pela comunidade e das principais necessidades pelos assistentes sociais Fernanda Eleutério e Guilherme Menezes.
De acordo com o assistente social Guilherme Menezes, a primeira fase do trabalho consiste em organizar as famílias, auxiliar no dia a dia burocrático para facilitar o acesso a políticas públicas e o escoamento das produções, além de oferecer oportunidades de capacitação e profissionalização que sirvam como reforço na geração de renda.
A aproximação da Emater à comunidade tem sido avaliada de forma positiva pelas famílias, que ressaltam os avanços no nível de orientação, como explica a presidente da Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco, Genilda Maria Queiroz.
“Depois que a Emater chegou aqui, temos recebido orientação e ajuda para organizar melhor a documentação da nossa associação, que é pra gente conseguir estruturar nossa comunidade e vender o que produzimos. Agora enxergamos um futuro mais próximo, porque a orientação que recebemos vai tanto para as tarefas da roça quanto para questões administrativas. Coisas que nos dão autoestima, né?”, avaliou a presidente da associação.
Do total de famílias da comunidade, a associação, que foi criada em 2007, mantém 150 famílias cadastradas e que participam de forma ativa de todas as decisões comunitárias através de reuniões mensais. A maioria vive de renda totalmente oriunda das atividades agrícolas com o plantio de mandioca, macaxeira, feijão verde e fumo.
Representatividade feminina
As mulheres quilombolas de Carrasco são verdadeiras chefes de família. São elas que cuidam da roça, da casa, dos filhos e da gestão financeira na maioria dos lares da comunidade, ganhando voz ativa também durante as reuniões de articulação da associação.
Reflexo da atuação relevante, as mulheres pleitearam, durante reuniões com a Emater, a realização de cursos para melhor aproveitamento dos alimentos produzidos em suas propriedades, criando alternativas de trabalho para gerar mais renda no campo.
Como esclareceu a presidente da associação, outras capacitações já foram realizadas, mas não foram pensadas de acordo com a realidade das famílias.
“Tivemos outros cursos antes, mas que a gente não pôde aplicar, como cursos de costura e de cabeleireira, que dependem de materiais que a gente não tem. Então dialogamos com o Guilherme sobre essa necessidade de participarmos de cursos que sirvam para o que a gente já possui por aqui”, ressaltou Genilda Queiroz.
Com a demanda, a Emater articulou, em parceria com o Sebrae Alagoas, a promoção de curso para produção de derivados da mandioca, cujas inscrições já estão sendo organizadas pelos técnicos para início da capacitação.
A agricultora Maria de Lourdes contou que aguarda ansiosa pelo curso, “pra gente fazer nossos bolos e doces com mais qualidade e começar logo a vender, tirar um dinheirinho extra e continuar ajudando nossa família”.
O acompanhamento foi iniciado em 2016 com levantamento local para conhecimento da realidade vivenciada pela comunidade e das principais necessidades pelos assistentes sociais Fernanda Eleutério e Guilherme Menezes.
De acordo com o assistente social Guilherme Menezes, a primeira fase do trabalho consiste em organizar as famílias, auxiliar no dia a dia burocrático para facilitar o acesso a políticas públicas e o escoamento das produções, além de oferecer oportunidades de capacitação e profissionalização que sirvam como reforço na geração de renda.
A aproximação da Emater à comunidade tem sido avaliada de forma positiva pelas famílias, que ressaltam os avanços no nível de orientação, como explica a presidente da Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco, Genilda Maria Queiroz.
“Depois que a Emater chegou aqui, temos recebido orientação e ajuda para organizar melhor a documentação da nossa associação, que é pra gente conseguir estruturar nossa comunidade e vender o que produzimos. Agora enxergamos um futuro mais próximo, porque a orientação que recebemos vai tanto para as tarefas da roça quanto para questões administrativas. Coisas que nos dão autoestima, né?”, avaliou a presidente da associação.
Do total de famílias da comunidade, a associação, que foi criada em 2007, mantém 150 famílias cadastradas e que participam de forma ativa de todas as decisões comunitárias através de reuniões mensais. A maioria vive de renda totalmente oriunda das atividades agrícolas com o plantio de mandioca, macaxeira, feijão verde e fumo.
Representatividade feminina
As mulheres quilombolas de Carrasco são verdadeiras chefes de família. São elas que cuidam da roça, da casa, dos filhos e da gestão financeira na maioria dos lares da comunidade, ganhando voz ativa também durante as reuniões de articulação da associação.
Reflexo da atuação relevante, as mulheres pleitearam, durante reuniões com a Emater, a realização de cursos para melhor aproveitamento dos alimentos produzidos em suas propriedades, criando alternativas de trabalho para gerar mais renda no campo.
Como esclareceu a presidente da associação, outras capacitações já foram realizadas, mas não foram pensadas de acordo com a realidade das famílias.
“Tivemos outros cursos antes, mas que a gente não pôde aplicar, como cursos de costura e de cabeleireira, que dependem de materiais que a gente não tem. Então dialogamos com o Guilherme sobre essa necessidade de participarmos de cursos que sirvam para o que a gente já possui por aqui”, ressaltou Genilda Queiroz.
Com a demanda, a Emater articulou, em parceria com o Sebrae Alagoas, a promoção de curso para produção de derivados da mandioca, cujas inscrições já estão sendo organizadas pelos técnicos para início da capacitação.
A agricultora Maria de Lourdes contou que aguarda ansiosa pelo curso, “pra gente fazer nossos bolos e doces com mais qualidade e começar logo a vender, tirar um dinheirinho extra e continuar ajudando nossa família”.
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