Julgamento do ex-deputado Luiz Pedro no Tribunal de Justiça é adiado

Por Gazeta web 02/08/2017 13h01 - Atualizado em 02/08/2017 16h04
Por Gazeta web 02/08/2017 13h01 Atualizado em 02/08/2017 16h04
Julgamento do ex-deputado Luiz Pedro no Tribunal de Justiça é adiado
Foto: Dárcio Monteiro
O julgamento do recurso de apelação movido pelo ex-cabo e ex-deputado Luiz Pedro da Silva, que aconteceria na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) nesta quarta-feira (2), foi adiado para o próximo dia 16 de agosto. Ele apela contra a sentença que o condenou a 26 anos e 5 meses de prisão pelo assassinato de Carlos Roberto Rocha Santos.

O caso estava sob relatoria do desembargador Sebastião Costa Filho e, segundo a assessoria dele, o pedido de adiamento partiu tanto da defesa quanto da assistência de acusação, ambos por motivos de saúde. O magistrado também destacou que necessita de mais tempo para analisar o processo.

O irmão da vítima, Sérgio Rubens, lamentou o adiamento. "É uma frustração chegar aqui e ser adiado. Tem quase 13 anos que esperamos a condenação do Luiz Pedro. Queremos justiça, que ele cumpra a pena. Queria ver ele sair daqui preso, que era o que meu pai queria também. Vou lutar até o fim para cumprir o desejo do meu pai".

O crime aconteceu em agosto de 2004 e o julgamento, em setembro de 2015. Luiz Pedro foi condenado em primeiro grau. Também foram condenados por homicídio qualificado Adézio Rodrigues Nogueira, Laércio Pereira de Barros, Náelson Osmar Vasconcelos de Melo e Leone Lima.

O ex-deputado seria o mandante da morte do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, que completa 13 anos este mês. Ele tinha 31 anos e foi assassinado com 21 tiros e o corpo desapareceu do Instituto Médico Legal (IML). O pai dele, Sebastião Pereira, acusou até o fim da vida Luiz Pedro de ser autor do crime.

Quatro pessoas foram julgadas e condenadas, mas estão em liberdade. A pena do ex-cabo foi fixada em 26 anos e 5 meses, incluindo 21 anos e 10 meses por homicídio qualificado, 2 anos e 4 meses por sequestro e 2 anos e 3 meses por formação de quadrilha. Foi dado ao sentenciado o direito de recorrer em liberdade.

Além de Sebastião Costa Filho, a Câmara Criminal conta ainda com os desembargadores João Luiz Azevedo Lessa, no cargo de presidência, e José Carlos Malta Marques e o juiz convocado Maurílio da Silva Ferraz.