Advogada agredida em bar de Maceió diz temer pela vida após soltura de agressor
A advogada Karine Brandão, filmada sendo agredida pelo seu ex-namorado Marcos Antônio Pedrosa Malta Filho em um bar de Maceió no começo desta semana, revelou que teme pela própria vida e dos seus parentes após o agressor ter sido solto pela Justiça depois de pagar R$ 10 mil de fiança. Ela critica os movimentos em defesa da mulher pela falta de apoio e cobra também das autoridades que o agressor seja preso ou monitorado eletronicamente por uma tornozeleira. Em entrevista à Gazetaweb, ela contou que foi agredida após ser negar a sair com o ex-namorado, com quem conversava em um bar. Karina detalha ainda que ele nunca foi agressivo e que a relação chegou ao fim pelo excesso do consumo de bebida alcoólica do mesmo.
De acordo com a advogada, o relacionamento teve início no começo do mês de maio, mas chegou ao fim em julho. Segundo ela, Marcos Antônio nunca havia sido agressivo durante o período em que ficaram juntos, tanto que Karine Brandão o apresentou à família. "Ele me tratava como uma rainha", contou. Com o fim do relacionamento, ela afirma que, por diversas vezes, Marcos Antônio a procurou para conversar e tentar um recomeço, a exemplo da conversa que tiveram no dia em que a agressão foi registrada.
"Ele queria conversar e estávamos lá. Depois de pedir para sair e eu me negar, fui agredida. Em seguida, coloquei os óculos e comecei a chorar. Não tive outra reação. Além do tapa, ainda recebi um 'mata leão'. Muitas pessoas perguntaram porque não saí do local correndo, mas elas não sabem que eu estava temendo pela minha vida. Após muito conversar, disse que ia ao banheiro e, então, fui até a base da Oplit buscar ajuda dos policiais", contou, acrescentando que em alguns momentos recebeu "recomendações" de amigos do suspeito para que ela não levasse a denúncia adiante.
Assista:
Durante a entrevista, a vítima relatou também que após o vídeo ganhar repercussão em Alagoas e também no Brasil recebeu diversas críticas por ter sido agredida. Situação que ela chegou a não acreditar. "Cheguei a ouvir relatos de que eu procurei e o resultado foi esse. A vítima deste caso sou eu, e não o contrário. Já ouvi muitas histórias desde a agressão. Até para conseguir fazer o flagrante eu sofri, porque em tal delegacia não recebia o suspeito, na outra não tinha agente. Essa rede de proteção que tanto falam por aí não existe", expressou.
Para a advogada, toda a narrativa pregada por movimentos feministas, secretarias e ONGs de que a vítima deve procurar as autoridades assim que é agredida não é bem assim. "Procurei ajuda, não encontrei e agora estou presa em casa. Viu só? Quem deveria estar preso respondendo ao processo era ele. Eu não saio de casa com receio de ser vítima novamente. Só quem já apanhou sabe o tamanho da dor que estou sentindo. Não me arrependo de ter buscado a Justiça. Mas esse discurso bonito de que a rede pró-mulher existe não é bem assim como apontam. Após a soltura dele, temo pela minha vida e dos meus filhos", reforçou.
Pedido de desculpas
Por meio do advogado de defesa, Marcos Antônio Pedrosa reconheceu a agressão e disse "sentir muito pelo fato". Após a soltura do agressor, a Justiça proibiu que ele frequente bares depois das 22h e tenha acesso à vítima, entre outras medidas cautelares estabelecidas pelo Poder Judiciário.
De acordo com a advogada, o relacionamento teve início no começo do mês de maio, mas chegou ao fim em julho. Segundo ela, Marcos Antônio nunca havia sido agressivo durante o período em que ficaram juntos, tanto que Karine Brandão o apresentou à família. "Ele me tratava como uma rainha", contou. Com o fim do relacionamento, ela afirma que, por diversas vezes, Marcos Antônio a procurou para conversar e tentar um recomeço, a exemplo da conversa que tiveram no dia em que a agressão foi registrada.
"Ele queria conversar e estávamos lá. Depois de pedir para sair e eu me negar, fui agredida. Em seguida, coloquei os óculos e comecei a chorar. Não tive outra reação. Além do tapa, ainda recebi um 'mata leão'. Muitas pessoas perguntaram porque não saí do local correndo, mas elas não sabem que eu estava temendo pela minha vida. Após muito conversar, disse que ia ao banheiro e, então, fui até a base da Oplit buscar ajuda dos policiais", contou, acrescentando que em alguns momentos recebeu "recomendações" de amigos do suspeito para que ela não levasse a denúncia adiante.
Assista:
Durante a entrevista, a vítima relatou também que após o vídeo ganhar repercussão em Alagoas e também no Brasil recebeu diversas críticas por ter sido agredida. Situação que ela chegou a não acreditar. "Cheguei a ouvir relatos de que eu procurei e o resultado foi esse. A vítima deste caso sou eu, e não o contrário. Já ouvi muitas histórias desde a agressão. Até para conseguir fazer o flagrante eu sofri, porque em tal delegacia não recebia o suspeito, na outra não tinha agente. Essa rede de proteção que tanto falam por aí não existe", expressou.
Para a advogada, toda a narrativa pregada por movimentos feministas, secretarias e ONGs de que a vítima deve procurar as autoridades assim que é agredida não é bem assim. "Procurei ajuda, não encontrei e agora estou presa em casa. Viu só? Quem deveria estar preso respondendo ao processo era ele. Eu não saio de casa com receio de ser vítima novamente. Só quem já apanhou sabe o tamanho da dor que estou sentindo. Não me arrependo de ter buscado a Justiça. Mas esse discurso bonito de que a rede pró-mulher existe não é bem assim como apontam. Após a soltura dele, temo pela minha vida e dos meus filhos", reforçou.
Pedido de desculpas
Por meio do advogado de defesa, Marcos Antônio Pedrosa reconheceu a agressão e disse "sentir muito pelo fato". Após a soltura do agressor, a Justiça proibiu que ele frequente bares depois das 22h e tenha acesso à vítima, entre outras medidas cautelares estabelecidas pelo Poder Judiciário.
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