Ministério Público investiga lançamento de resíduos em rios

Por G1-AL 27/07/2017 15h03 - Atualizado em 27/07/2017 18h06
Por G1-AL 27/07/2017 15h03 Atualizado em 27/07/2017 18h06
Ministério Público investiga lançamento de resíduos em rios
Foto: Divulgação
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) instaurou seis inquéritos civis para investigar o lançamento de resíduos em rios da Grande Maceió. Além disso, também está sendo apurado um possível foco de Aedes aegypti em uma piscina na cidade de Rio Largo. As portarias foram divulgadas nesta quinta-feira (27), no Diário Oficial do Estado (DOE).

Os quatro primeiros inquéritos, assinados pelo promotor de Justiça Alberto Fonseca, são sobre lançamentos de resíduos líquidos em área de mata na Bacia Hidrográfica do Reginaldo, mais conhecida como Rio Salgadinho. Segundo o MP, os locais estão exalando um forte odor característico de esgoto doméstico.
Nestes casos estão sendo investigados o Condomínio Reserva Maragogi Parque Pontal das Galés, Condomínio Residencial Jardins, Condomínio Reserva Maragogi Parque Pontal das Marés e o Condomínio Reserva Maragogi Parque Barra Grande, todos localizados no bairro do Antares, em Maceió.

Foram requisitadas reuniões com os condomínios envolvidos e com o secretário Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet).

O quinto inquérito apura lançamento de esgoto sem tratamento em uma área de proteção ambiental do Rio Pratagy pelo Residencial Antônio Lins Souza, localizado na cidade de Rio Largo. O Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o residencial envolvidos participarão de uma audiência para resolver a questão. A portaria também foi assinada pelo promotor Alberto Fonseca.

O sexto e último inquérito civil investiga o descarte irregular de resíduos de uma salgadeira de couro de boi localizada no bairro de Rio Novo, em Maceió, sem as devidas licenças no Rio Catolé. Ima, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) devem inspecionar a área.

Além dos inquéritos, um procedimento preparatório também foi instaurado para investigar uma criação irregular de equinos em uma casa no Residencial Bernardo Oiticica onde também há uma piscina em péssimo estado de conservação e, com possível foco de Aedes aegypti. O sexto inquérito e o procedimento foram assinados pela promotora Lavínia Silveira.