Novo relator na CCJ repete Temer e chama denúncia de 'ficção'
Indicado para elaborar um relatório paralelo sobre a denúncia contra Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) repetiu argumentos do presidente e disse ser "impossível" abrir uma ação penal contra o peemedebista a partir das delações da JBS.
"Inexistindo na denúncia sequer a tentativa de demonstrar o nexo causal entre o presidente da República e o ilícito que menciona, torna-se impossível instaurar contra ele a ação penal", declarou o tucano.
Em dez páginas, Abi-Ackel apresentou um parecer contra a aprovação da denúncia. Ele questionou a validade da gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, e atacou os benefícios concedidos a ele pela Procuradoria-Geral da República.
Assim como Temer fez em discurso no fim de junho, o novo relator disse que a denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot é uma "ficção".
"Trata-se obviamente de uma ficção, pois a denúncia não é capaz de responder a questões fundamentais", afirmou. "O presidente recebeu como? Recebeu onde? Recebeu quando? Recebeu por que meios? O rigoroso escrutínio de cada folha dos autos revela que nenhuma resposta há sobre qualquer uma dessas indagações."
O relator apontou que Temer poderá responder a essas acusações depois que concluir seu mandato na Presidência da República. "O presidente não está livre de responder a esse processo dentro de um ano e pouco, sem o foro privilegiado e respondendo diante da primeira instância de Curitiba."
"Inexistindo na denúncia sequer a tentativa de demonstrar o nexo causal entre o presidente da República e o ilícito que menciona, torna-se impossível instaurar contra ele a ação penal", declarou o tucano.
Em dez páginas, Abi-Ackel apresentou um parecer contra a aprovação da denúncia. Ele questionou a validade da gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, e atacou os benefícios concedidos a ele pela Procuradoria-Geral da República.
Assim como Temer fez em discurso no fim de junho, o novo relator disse que a denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot é uma "ficção".
"Trata-se obviamente de uma ficção, pois a denúncia não é capaz de responder a questões fundamentais", afirmou. "O presidente recebeu como? Recebeu onde? Recebeu quando? Recebeu por que meios? O rigoroso escrutínio de cada folha dos autos revela que nenhuma resposta há sobre qualquer uma dessas indagações."
O relator apontou que Temer poderá responder a essas acusações depois que concluir seu mandato na Presidência da República. "O presidente não está livre de responder a esse processo dentro de um ano e pouco, sem o foro privilegiado e respondendo diante da primeira instância de Curitiba."
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