Artesão do Agreste é homenageado em feira nacional
Transformar o que é apenas matéria-prima em arte. Mais do que isso, atribuindo características humanas em cada peça. É esse o ofício e dom de Antônio de Dedé, artesão alagoano nascido em Lagoa da Canoa, e escolhido para ser homenageado no Espaço Janete Costa durante a 18ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Olinda, entre os dias 06 e 16 de julho.
No Agreste do estado, Antônio Alves dos Santos, conhecido como “Antônio de Dedé”, aprendia, desde cedo, as atividades desenvolvidas por seu pai, agricultor e marceneiro nos tempos livres. Aos oito anos, o artesão já construía com suas próprias mãos os brinquedos de madeira que fizeram parte de sua infância, sempre dividida entre a diversão e as obrigações no trabalho de carpintaria para ajudar no sustento da família.
Já após o casamento, e com nove filhos para criar, os carrinhos, aviões de madeira e retratos de pessoas permaneciam como as criações preferidas do artesão, ainda que não houvesse muita oportunidade de comercialização.
“Comecei a fazer uns bonecos maiores, mais formais. Eu não vendia nada. Não tinha tempo de vender, ficava na roça. Só fazia as peças para não esquecer a tradição. Ia trabalhar e via um pau, trazia, esculpia um pedaço. Voltava da roça às 5h da tarde e trabalhava até terminar, pintava e colocava em um cesto que eu tinha em casa”, conta.
As primeiras peças eram vendidas para Casas de Axé da região. Conhecido como “fazedor de bonecos”, o talento foi, com o passar dos anos, reconhecido como arte popular. Ao vender todas as suas esculturas para um colecionador de Maceió, o nome Antônio de Dedé foi levado para diversos lugares do Brasil.
Atualmente, o artesão reconhece sua habilidade escultórica como um “dom da natureza”, produzindo esculturas do sexo feminino e masculino.
“Eu trabalho com essas esculturas assim, faço ser humano, faço feminino, masculino, todas as peças são importantes. De tudo faço um pouco, para não esquecer meu trabalho. Quando eu faço uma mulher bem feitinha, acho bonito se ficar parecida com o ser humano. Eu fico olhando no olho, para ver se me agrada”, aponta.
Em 2015, o artesão recebeu o título de Patrimônio Vivo de Alagoas, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), um reconhecimento pela contribuição à cultura popular do estado.
Espaço Janete Costa
Pensado, inicialmente, pela arquiteta pernambucana e pesquisadora da cultura popular, Janete Costa, o Espaço Interferência acontece há 17 anos na Fenearte, selecionando os destaques do artesanato do país para decorar os ambientes.
Considerado o maior evento de artesanato da América Latina, a Fenearte representa, atualmente, uma das principais oportunidades de divulgação e comercialização das peças produzidas. Para participarem do evento, os artesãos alagoanos contam com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), coordenado em Alagoas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).
No Agreste do estado, Antônio Alves dos Santos, conhecido como “Antônio de Dedé”, aprendia, desde cedo, as atividades desenvolvidas por seu pai, agricultor e marceneiro nos tempos livres. Aos oito anos, o artesão já construía com suas próprias mãos os brinquedos de madeira que fizeram parte de sua infância, sempre dividida entre a diversão e as obrigações no trabalho de carpintaria para ajudar no sustento da família.
Já após o casamento, e com nove filhos para criar, os carrinhos, aviões de madeira e retratos de pessoas permaneciam como as criações preferidas do artesão, ainda que não houvesse muita oportunidade de comercialização.
“Comecei a fazer uns bonecos maiores, mais formais. Eu não vendia nada. Não tinha tempo de vender, ficava na roça. Só fazia as peças para não esquecer a tradição. Ia trabalhar e via um pau, trazia, esculpia um pedaço. Voltava da roça às 5h da tarde e trabalhava até terminar, pintava e colocava em um cesto que eu tinha em casa”, conta.
As primeiras peças eram vendidas para Casas de Axé da região. Conhecido como “fazedor de bonecos”, o talento foi, com o passar dos anos, reconhecido como arte popular. Ao vender todas as suas esculturas para um colecionador de Maceió, o nome Antônio de Dedé foi levado para diversos lugares do Brasil.
Atualmente, o artesão reconhece sua habilidade escultórica como um “dom da natureza”, produzindo esculturas do sexo feminino e masculino.
“Eu trabalho com essas esculturas assim, faço ser humano, faço feminino, masculino, todas as peças são importantes. De tudo faço um pouco, para não esquecer meu trabalho. Quando eu faço uma mulher bem feitinha, acho bonito se ficar parecida com o ser humano. Eu fico olhando no olho, para ver se me agrada”, aponta.
Em 2015, o artesão recebeu o título de Patrimônio Vivo de Alagoas, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), um reconhecimento pela contribuição à cultura popular do estado.
Espaço Janete Costa
Pensado, inicialmente, pela arquiteta pernambucana e pesquisadora da cultura popular, Janete Costa, o Espaço Interferência acontece há 17 anos na Fenearte, selecionando os destaques do artesanato do país para decorar os ambientes.
Considerado o maior evento de artesanato da América Latina, a Fenearte representa, atualmente, uma das principais oportunidades de divulgação e comercialização das peças produzidas. Para participarem do evento, os artesãos alagoanos contam com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), coordenado em Alagoas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).
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