HE do Agreste atendeu 44 vítimas de queimaduras neste mês de maio

Por Agência Alagoas 06/06/2017 13h01 - Atualizado em 06/06/2017 16h04
Por Agência Alagoas 06/06/2017 13h01 Atualizado em 06/06/2017 16h04
HE do Agreste atendeu 44 vítimas de queimaduras neste mês de maio
Foto: Davi Salsa
Foram 26 pessoas por líquido quente, dois pacientes que sofreram queimaduras por conta de fogos de artifício e 16 por outros motivos, e com a proximidade dos festejos juninos, aumenta a preocupação dos profissionais de saúde, uma vez que, nessa época do ano, são registrados mais acidentes com o uso de fogos de artifício.

Relatório divulgado pelo Núcleo de Processamento de Dados (NPD) do hospital, entre os dias 12 e 31 de junho de 2015, o pronto socorro recebeu 29 pessoas com queimaduras provocadas pelas faíscas, chamas e explosões das bombas, rojões e foguetes.

No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 22 internamentos de pessoas vítimas de queimaduras.

De acordo com o cirurgião plástico Pedro Lopes Gomes, os pacientes atendidos no hospital apresentam queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau na face, tórax e nas mãos, no caso específico de escaldadura em crianças (líquido muito quente) e ferimentos com fogos de artifício.

“Esses acidentes ocorrem mais pela distração e, também, porque nem sempre o manuseio e a exposição do fogo acontecem de forma correta e segura. Medidas simples como virar os cabos de panelas para dentro do fogão e evitar a manipulação de café,

leite quente ou qualquer alimento em cozimento, em área que possibilite o acesso da criança, são capazes de evitar o trauma na criança que repercute nos pais e demais entes familiares”, explica o médico.

Ela revela, também, que o resfriamento na área atingida com água corrente é a ação mais importante a ser adotada logo após o acidente. “É importante salientar que não deverá ser utilizado gelo ou água gelada, pois são agentes que podem aprofundar a queimadura. E o uso de manteiga, café em pó, plantas e pasta de dente também são capazes de agravar a lesão, uma vez que podem provocar infecção e agravar ainda mais o quadro clínico do paciente”, alerta o cirurgião plástico do Hospital de Emergência do Agreste.