Alagoas tem 38 municípios em situação de surto de diarreia
Trinta e oito municípios de Alagoas estão, atualmente, em situação de surto de diarreia, como revela a Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Dados indicam um aumento de 29,12% no número de casos nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Foram notificados, entre janeiro deste ano e a sexta-feira da semana passada, um total de 53.700 notificações da doença em todo o estado. Em 2016, foram 41.589 registros. A Sesau acredita que este número deve estar subnotificado, levando em consideração que muitos adoecem e se tratam em casa mesmo. Em 2015, foram 31.209 casos.
O levantamento feito pela secretaria tem como base as informações repassadas semanalmente pelos 102 municípios de Alagoas. Os dados são contabilizados apenas quando os pacientes procuram uma unidade de saúde e recebem o diagnóstico preciso de diarreia. A lista é comunicada à Gerência de Vigilância.
A técnica responsável pelas doenças de veiculação hídrica da Sesau, Jean Lúcia dos Santos, informou que na próxima semana será possível confirmar quantos destes 38 municípios estão atravessando mesmo um surto de diarreia. Por enquanto, segundo ela, só é possível confirmar que estas localidades tiveram um aumento anormal na quantidade de casos este ano em relação a 2016.
REGIÕES COM RISCO DE SURTO
A maioria dos municípios em investigação está situada nas regiões do Sertão e Agreste. Lúcia dos Santos diz acreditar que as notificações estão relacionadas à elevação do volume de chuvas.
"Nestas regiões, os reservatórios ficaram secos por muito tempo devido à seca. Quando começou a chover, é comum que algumas pessoas não tenham o cuidado de limpá-los antes de reservar e descartar a primeira água para evitar infecções", esclarece.
Ela informa que a investigação em caso de surto é de responsabilidade do próprio município. Cabe à Sesau orientar e traçar ações maiores para conter a proliferação das notificações. "O Estado distribui aos municípios o hipoclorito de sódio, para desinfecção da água consumida pela população e também os recipientes para coleta de exames a serem feito na população doente", cita.
Lúcia alerta que a capital também registrou crescimento na quantidade de casos de diarreia nos últimos dias. A parte alta da cidade, sobretudo nos conjuntos residenciais mais populosos e com saneamento básico deficiente, é a mais afetada.
Como orientações, a técnica da Sesau ensina que cuidados com a higiene pessoal, com a água e os alimentos a serem consumidos são fundamentais para evitar a diarreia. "Os alimentos devem estar cobertos e bem lavados. E a água precisa ser fervida ou filtrada antes de ser ingerida", comenta.
Foram notificados, entre janeiro deste ano e a sexta-feira da semana passada, um total de 53.700 notificações da doença em todo o estado. Em 2016, foram 41.589 registros. A Sesau acredita que este número deve estar subnotificado, levando em consideração que muitos adoecem e se tratam em casa mesmo. Em 2015, foram 31.209 casos.
O levantamento feito pela secretaria tem como base as informações repassadas semanalmente pelos 102 municípios de Alagoas. Os dados são contabilizados apenas quando os pacientes procuram uma unidade de saúde e recebem o diagnóstico preciso de diarreia. A lista é comunicada à Gerência de Vigilância.
A técnica responsável pelas doenças de veiculação hídrica da Sesau, Jean Lúcia dos Santos, informou que na próxima semana será possível confirmar quantos destes 38 municípios estão atravessando mesmo um surto de diarreia. Por enquanto, segundo ela, só é possível confirmar que estas localidades tiveram um aumento anormal na quantidade de casos este ano em relação a 2016.
REGIÕES COM RISCO DE SURTO
A maioria dos municípios em investigação está situada nas regiões do Sertão e Agreste. Lúcia dos Santos diz acreditar que as notificações estão relacionadas à elevação do volume de chuvas.
"Nestas regiões, os reservatórios ficaram secos por muito tempo devido à seca. Quando começou a chover, é comum que algumas pessoas não tenham o cuidado de limpá-los antes de reservar e descartar a primeira água para evitar infecções", esclarece.
Ela informa que a investigação em caso de surto é de responsabilidade do próprio município. Cabe à Sesau orientar e traçar ações maiores para conter a proliferação das notificações. "O Estado distribui aos municípios o hipoclorito de sódio, para desinfecção da água consumida pela população e também os recipientes para coleta de exames a serem feito na população doente", cita.
Lúcia alerta que a capital também registrou crescimento na quantidade de casos de diarreia nos últimos dias. A parte alta da cidade, sobretudo nos conjuntos residenciais mais populosos e com saneamento básico deficiente, é a mais afetada.
Como orientações, a técnica da Sesau ensina que cuidados com a higiene pessoal, com a água e os alimentos a serem consumidos são fundamentais para evitar a diarreia. "Os alimentos devem estar cobertos e bem lavados. E a água precisa ser fervida ou filtrada antes de ser ingerida", comenta.
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