Famílias permanecem morando em área onde barreira destruiu casas em Maceió
"A gente vive com medo. Não dorme à noite e fica o tempo em vigília, observando se há alguma movimentação de terra. Fico apavorada quando escuto o barulho do barro caindo”. Esse é o relato de Sandra Evalda Gomes Ricardo, dona de casa que em uma grota na parte alta de Maceió, onde houve um deslizamento de barreira no fim de semana.
O medo é justificado pelos estragos dos últimos dias por causa das chuvas fortes. Sete pessoas morreram em deslizamentos de barreiras e os bombeiros ainda buscam duas desaparecidas. Em todo o estado, mais de 24 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e 27 municípios decretaram situação de emergência.
Voltou a chover na manhã desta quarta-feira (31) e várias ruas amanheceram alagadas. Uma árvore caiu na Praça do Centenário, na Avenida Fernandes Lima.
A reportagem desceu a Grota do Canaã, área condenada pela Defesa Civil por causa dos riscos de novos deslizamentos, e encontrou muitos moradores que permanecem no local porque não têm para onde ir.
Sandra lembra como as casas vizinhas foram destruídas. “Não parava de chover, aí no sábado, a barreira cedeu. As casas que ficam um pouco mais na frente foram atingidas. A Defesa Civil esteve aqui, mas não olhou todas as casas. Atrás da minha casa, a barreira está cedendo e ninguém fez nada”, lamenta.

O medo é justificado pelos estragos dos últimos dias por causa das chuvas fortes. Sete pessoas morreram em deslizamentos de barreiras e os bombeiros ainda buscam duas desaparecidas. Em todo o estado, mais de 24 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e 27 municípios decretaram situação de emergência.
Voltou a chover na manhã desta quarta-feira (31) e várias ruas amanheceram alagadas. Uma árvore caiu na Praça do Centenário, na Avenida Fernandes Lima.
A reportagem desceu a Grota do Canaã, área condenada pela Defesa Civil por causa dos riscos de novos deslizamentos, e encontrou muitos moradores que permanecem no local porque não têm para onde ir.
Sandra lembra como as casas vizinhas foram destruídas. “Não parava de chover, aí no sábado, a barreira cedeu. As casas que ficam um pouco mais na frente foram atingidas. A Defesa Civil esteve aqui, mas não olhou todas as casas. Atrás da minha casa, a barreira está cedendo e ninguém fez nada”, lamenta.
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Sandra Evalda pediu para que o vizinho colocasse uma lona para impedir
que barreira caia sobre sua casa (Foto: Michelle Farias)
A dona de casa diz ainda que as filhas de cinco e nove anos não querem dormir em casa. “Elas estão apavoradas e dormem na casa da minha irmã. Mas continuo aqui com meu marido, eu não tenho para onde ir, não posso ficar abusando os outros direto”, conta.
Grávida de sete meses, Maíra da Silva Gomes é outra moradora que permanece na grota. Ela também tem medo da barreira atrás da casa dela desabar. “Cedeu muito. Estou morrendo de medo de ficar aqui. Mas não tenho para onde ir. Queria que a prefeitura viesse olhar a nossa situação e arrumasse um lugar pra gente ir”, diz.
As moradoras disseram que a Defesa Civil esteve no local no sábado, condenou 11 casas. “Depois que eles [profissionais da Defesa Civil] foram embora, ligamos de novo, para que eles retornasse e olhassem aqui, mas até agora não vieram”, diz Maíra.
Grávida de sete meses, Maíra da Silva Gomes é outra moradora que permanece na grota. Ela também tem medo da barreira atrás da casa dela desabar. “Cedeu muito. Estou morrendo de medo de ficar aqui. Mas não tenho para onde ir. Queria que a prefeitura viesse olhar a nossa situação e arrumasse um lugar pra gente ir”, diz.
As moradoras disseram que a Defesa Civil esteve no local no sábado, condenou 11 casas. “Depois que eles [profissionais da Defesa Civil] foram embora, ligamos de novo, para que eles retornasse e olhassem aqui, mas até agora não vieram”, diz Maíra.

Barreira cedeu e onze casas foram condenadas (Foto: Michelle Farias)
Defesa Civil
A Defesa Civil de Maceió informou que o órgão diz que recebeu mais de 600 chamados desde os deslizamentos de barreiras e que está fazendo um levantamento de quantas famílias e áreas foram atingidas.
Sobre as pessoas que ainda estão em áreas de risco, a recomendação é que ontem em contato com a Defesa Civil para que o imóvel seja avaliado.
O órgão diz ainda que desde 2013 um levantamento aponta que existem 76 áreas apontadas como as mais críticas na capital. Ao todo, são 575 pontos de risco distribuídos em sete áreas que vão do Benedito Bentes ao Litoral Norte.
Nelas, a atenção é redobrada por parte das equipes e durante a Operação Inverno, que antecede o início da quadra chuvosa, o monitoramento e as atividades preventivas aumentam nessas áreas.
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